Pazuello não confirma ida à reserva do Exército: “Não é uma obrigação”

Há pressão por parte da ala militar para que ministro da Saúde peça transferência para a reserva. À imprensa, disse ser uma "possibilidade"

atualizado 16/09/2020 18:35

Eduardo Pazuello, ministro da SaúdeIgo Estrela/Metrópoles

O agora ministro da Saúde titular, general Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira (16/9) que pedir transferência para a reserva do Exército “não é uma obrigação”.

A declaração foi feita à imprensa, logo após o ministro participar de cerimônia que o efetivou no cargo de chefia do Ministério da Saúde (leia mais abaixo).

“[Ir para a reserva] é uma possibilidade, não é uma obrigação”, disse o general do Exército.

A ala militar pressiona o ministro para pedir transferência, a exemplo do que fez o general Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo, em julho.

Nos bastidores, generais argumentam que querem se desvincular da imagem de que há uma confusão entre o Exército e a política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Cerimônia de posse

Eduardo Pazuello foi efetivado no cargo de ministro na tarde desta quarta após quatro meses no comando interino do Ministério da Saúde.

A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e estava lotada. Estavam presentes, além de Bolsonaro e Pazuello, ministros do governo, parlamentares e demais convidados. Todos usavam máscara de proteção – equipamento obrigatório em espaços do DF.

O general da ativa assumiu o comando da Saúde em 15 de maio, após a demissão do ex-ministro Nelson Teich, do qual era secretário-executivo. Apesar disso, sua nomeação como ministro interino da pasta foi oficializada apenas 20 dias depois, em 3 de junho, quando passou a ser o responsável por adotar as medidas federais no combate à pandemia do coronavírus.

De acordo com um levantamento feito pelo Metrópoles, o general da ativa foi o ministro interino mais longevo da história do Ministério da Saúde.

Histórico

Pazuello nasceu no Rio de Janeiro e formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1984, como oficial de intendência. A instituição é a mesma onde o presidente Jair Bolsonaro também se formou.

No Exército, ele comandou o 20° Batalhão Logístico Paraquedista e foi diretor do Depósito Central de Munição, ambos no Rio de Janeiro.

Em 2014, foi promovido a general de Brigada e, em 2018, a general de Divisão. Antes de ir para o ministério, exercia o comando da 12ª Região Militar, em Manaus.

Como oficial general, foi coordenador logístico das Tropas do Exército Brasileiro empregadas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

 

0

Últimas notícias