Parlamentares pedem que STF apreenda passaporte do ex-ministro Weintraub

A medida é para que ele não possa sair do país antes de responder na Justiça sobre acusações de racismo e de divulgação de fake news

atualizado 19/06/2020 16:00

Reprodução/Twitter

O deputado federal Célio Moura (PT-TO) e o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) entraram com pedidos para que o Supremo Tribunal Federal (STF) apreenda o passaporte do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub com o objetivo de evitar que ele saia do país e não responda na Justiça pelos ilícitos pelos quais é acusado, incluindo o crime de racismo.

Para o deputado, “Weintraub dissemina falsas notícias, tem atitudes criminosas e trabalha, permanentemente, para atacar as instituições democráticas de nosso país. Tem que, primeiro, responder por todos os seus crimes para poder deixar o país. Trata-se de um inimigo da democracia perigoso, ataca o Judiciário, o Legislativo e envergonha nossa nação por sua tenebrosa gestão de desmonte da Educação Pública”.

O senador argumenta que ao anunciar a viagem, o ex-ministro se esquece da condição de investigado. “Ao comemorar a iminente mudança ao exterior, o senhor Abraham Weintruab, aparentemente, se esqueceu de mencionar que ostenta a condição de investigado perante o Supremo Tribunal Federal, por potencial cometimento do crime de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito”, diz a petição.

Nesta sexta-feira, o ex-ministro anunciou, por meio das redes sociais,a  intenção de deixar o Brasil “o mais rápido possível”. “Aviso à tigrada e aos gatos angorás (gov bem docinho). Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias). Não quero brigar! Quero ficar quieto, me deixem em paz, porém, não me provoquem”, escreveu o ex-ministro.

Weintraub é alvo do inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, no STF. Ele também responde pela acusação de racismo contra chineses devido a comentários postados nas redes. Na quina-feira, em vídeo, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele anunciou a saída do cargo. O ex-ministro foi indicado pelo presidente para um cargo de diretor no Banco Mundial.

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