Pacheco se reúne com presidente do STM e defende “pacificação social”

Encontro faz parte de uma agenda firmada pelo senador para moderar a crise entre os Poderes

atualizado 04/05/2022 19:16

Filiação do presidente do senado, Rodrigo Pacheco, ao PSDRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu, nesta quarta-feira (4/5), o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Luís Carlos Gomes Mattos. O encontro faz parte de uma agenda firmada pelo senador para moderar a crise entre os Poderes, às vésperas das eleições deste ano.

Segundo o senador, no encontro, além das pautas de interesse do STM no Senado, foi discutida a “importância do diálogo entre todas as instituições”. “Esse alinhamento, necessário para o processo de pacificação social, só é possível por meio do diálogo”, enfatizou.

Recentemente, o presidente do STM esteve envolvido em polêmica, ao comentar os áudios que comprovam tortura durante a ditadura militar (1964-1985). As gravações foram divulgadas pela jornalista Miriam Leitão. Na oportunidade, o ministro classificou os registros publicados como “tendenciosos”, e pontuou que a Justiça não tem “resposta nenhuma para dar”.

“A gente já sabe os motivos do porquê que isso vem acontecendo agora, nesses últimos dias, seguidamente, por várias direções, querendo atingir as Forças Armadas, o Exército, a Marinha, a Aeronáutica. E, sem dúvida, nós somos quem cuida da disciplina, da hierarquia, que são os nossos pilares das nossas Forças Armadas. Nós não temos resposta nenhuma para dar. Simplesmente ignoramos uma notícia tendenciosa daquela que nós sabemos o motivo, né?”, afirmou.

Rodrigo Pacheco e presidente do STM

Esfriar os ânimos

Um dia antes, na terça (3/5), Pacheco esteve reunido com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Na ocasião, o senador justificou que o “encontro foi para evitar que haja uma escalada de crise por falta de diálogo” entre os Poderes.

“Não podemos permitir que o acirramento eleitoral possa descambar para anomalias graves, como se permitir falar em atos antidemocráticos, fechamento do Supremo Tribunal Federal e outros”, defendeu em entrevista concedida após a reunião com Fux.

Ainda nesta semana, está prevista uma outra reunião entre Pacheco e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin. O tema deverá ser o mesmo das agendas anteriores do senador, com foco maior nas discussões que envolvem o próximo pleito eleitoral.

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