Pacheco: pressão por sabatina de Mendonça não pode “paralisar” outras pautas

Presidente do Senado afirmou que há "politização exagerada" sobre a sabatina de Mendonça e destacou que há "temas tão ou mais relevantes"

atualizado 13/10/2021 13:06

Coletiva de imprensa do comitê de combate a covid no plácio do planalto Coletiva de imprensa do comitê de combate a covid no plácio do planalto na foto rodrigo pachecoRafaela Felicciano/Metrópoles

Diante da possibilidade de o plenário do Senado ser obstruído em retaliação à demora na sabatina do ex-ministro André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ponderou, nesta quarta-feira (13/10), que o auxílio emergencial está se esgotando sem que ocorra definição sobre o novo programa social.

O parlamentar criticou “a politização exagerada” da indicação de Mendonça ao STF e destacou que o país tem “temas tão ou mais relevantes” que precisam ser debatidos, citando o programa social, a elevação do preço dos combustíveis e a reforma tributária.

“Eu acredito muito no diálogo e na compreensão recíproca de todos. Sou muito contra agressões ou politização exagerada de temas. Considero que temos outros temas tão ou mais relevantes que não podem sofrer retaliação por causa de um atraso na CCJ. Nós temos problemas gravíssimos no Brasil, inclusive a definição do Bolsa Família. O auxílio emergencial está se esgotando sem que haja a concretização de outro programa social no país. Há a elevação do preço dos combustíveis, e uma reforma tributária pendente”, declarou Pacheco à Rádio CNN.

“Obviamente, nós não podemos paralisar a pauta do Senado por conta de um episódio dessa natureza. Óbvio que uma indicação para o STF tem que ser apreciada, eu falei com o presidente [da CCJ do Senado] Davi Alcolumbre sobre isso”, acrescentou.

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Já faz três meses que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou Mendonça à vaga de membro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pelo ex-ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho passado. Alcolumbre, todavia, ainda não marcou a sabatina, motivo pelo qual parlamentares ameaçam retaliar o plenário do Senado para pressionar Pacheco a tomar providências para sanar a situação. Bolsonaro vem criticando a atitude do presidente da CCJ.

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