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Política

Novo programa de segurança pública terá custo inicial de R$ 700 mi

Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2) foi lançado nesta quarta-feira (15/3), no Palácio do Planalto

15/03/2023 14:05, atualizado 15/03/2023 15:10
Breno Esaki/Metrópoles
Novo programa de segurança pública terá custo inicial de R$ 700 mi

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que o novo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2) deve contar com um investimento inicial da ordem de R$ 700 milhões. O relançamento do programa, criado na primeira gestão Lula (PT), em 2006, foi relançado nesta quarta-feira (15/3), em cerimônia no Palácio do Planalto.

O programa renasce com outro foco, agora, no combate à violência contra as mulheres. Nesta quarta, já foram entregues 270 viaturas para Patrulhas Maria da Penha e Delegacias da Mulher. Ainda haverá a construção de 40 Casas da Mulher Brasileira, locais de acolhimento de vítimas da violência doméstica e a concessão de 100 mil bolsas formação para agentes de segurança (polícias e guardas municipais).

“Nós acreditamos que esse conjunto de ações vai garantir a redução da violência e uma maior integração entre políticas sociais e as ações da polícia”, frisou Dino.

“A previsão é de um investimento, nessas ações iniciais, da ordem de R$ 700 milhões, distribuídos em algumas ações práticas que já começaram, a exemplo da entrega de 270 viaturas para a Patrula Maria da Penha. Nós vamos comprar mais 230, totalizando 500 viaturas entregues neste ano para o combate ao feminício e proteção das mulheres”, completou o ministro.

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O programa renasce com outro foco, agora, no combate à violência contra as mulheres
O projeto foi criado na primeira gestão petista, em 2006, com o objetivo de combater a criminalidade no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta quarta-feira (15/3), o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Lula relança programa Pronasci
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O programa renasce com outro foco, agora, no combate à violência contra as mulheres
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O projeto foi criado na primeira gestão petista, em 2006, com o objetivo de combater a criminalidade no país.
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O projeto foi criado na primeira gestão petista, em 2006, com o objetivo de combater a criminalidade no país.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta quarta-feira (15/3), o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2)
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Outros eixos

Além do enfrentamento à violência contra a mulher, o Pronasci 2 tem quatro eixos:

  1.  Fomento às políticas de segurança pública com cidadania (com foco em territórios mais vulneráveis e com altos indicadores de violência);
  2. Fomento às políticas de cidadania (com foco no trabalho e ensino formal e profissionalizante para presos e egressos);
  3. Apoio às vítimas da criminalidade; e
  4. Combate ao racismo estrutural e a todos os crimes dele derivados.

Ações voltadas aos presos

O Pronasci 2 prevê a ampliação do número de presos que exercem atividades laborais e educacionais e busca aperfeiçoar as condições de cumprimento de medidas restritivas de direitos, penas alternativas à prisão e penas privativas de liberdade.

O programa ainda vai destinar R$ 5 milhões para oficinas de fabricação de absorventes, bioabsorventes, fraldas e calcinhas. O propósito é promover a dignidade menstrual de pessoas em situação de vulnerabilidade social e gerar aprendizagem e trabalho para indivíduos privados de liberdade nas unidades federativas.

Bolsa Formação

Para fomentar a formação e profissionalização dos agentes de segurança (Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), o Pronasci 2 oferecerá uma bolsa, chamada Bolsa Formação, para 20 mil profissionais, com subsídio mensal de R$ 900. A previsão é que os repasses comecem em agosto de 2023.

Os cursos serão oferecidos pelo Ministério da Justiça e, segundo o governo, “serão orientados a uma educação para a cidadania, que combata o racismo e o machismo estrutural e promova o respeito à diversidade”.