“Não será comprada”, diz Bolsonaro sobre a vacina chinesa

Resposta do presidente veio um dia após o ministro Eduardo Pazuello anunciar a intenção de adquirir de 46 de milhões doses do imunizante

atualizado 21/10/2020 11:25

Jair BolsonaroIgo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, em resposta a comentários de apoiadores em sua conta no Facebook, que o governo federal não comprará a vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech, uma das que estão em estágio mais avançado no mundo.

As publicações foram feitas na manhã desta quarta-feira (21/10), no vídeo em que compartilhou parceria firmada com investidores americanos.

No Brasil, a empresa chinesa mantém parceria com o governo de São Paulo e com o Instituto Butantan, responsável por coordenar as pesquisas e fabricar a vacina, caso ela tenha resposta imunizatória e seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Bolsonaro prometeu que “tudo será esclarecido hoje” e garantiu que não comprará a vacina. Em resposta a um de seus seguidores, que acusou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de traição, o chefe do Executivo disse que “qualquer coisa publicada, sem qualquer comprovação, vira traição”.

Bolsonaro diz que vacina chinesa não será comprada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em reunião com governadores, nessa terça-feira (20/10), Eduardo Pazuello anunciou um acordo com o estado de São Paulo — liderado por João Doria (PSDB) — para a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa. Ele destacou, no entanto, que o medicamento será produzido no Brasil.

“A vacina do Butantan será vacina do Brasil. O Butantan já é o grande fabricante de vacinas para o Ministério da Saúde, produz 75% das vacinas que nós compramos. As vacinas são de todos os brasileiros”, disse o ministro, durante o encontro.

“Povo brasileiro não será cobaia”

Pouco tempo após responder aos comentários de seguidores, o presidente voltou às redes sociais e ressaltou que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém” e que não se justifica um “bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou a fase de testes”.

“Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, escreveu o presidente, em nota.

Ao descrever a Coronavac — nome do medicamento desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac Biotech — como a “a vacina chinesa de João Doria”, o chefe do Executivo federal decretou: “Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”

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