Mourão: militares do governo exercem direitos políticos como cidadãos
Em artigo, o vice-presidente, que é general da reserva, defendeu que seus pares são essenciais na garantia da sustentação democrática
atualizado
Compartilhar notícia

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), saiu em defesa dos militares que ocupam cargos no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em um artigo publicado nesta terça-feira (6/4), o general da reserva afirmou que seus colegas de farda exercem direitos políticos como cidadãos.
Além disso, o Mourão afirmou que os militares são essenciais na garantia da sustentação democrática.
Intitulado “O que os brasileiros esperam de suas Forças Armadas”, o artigo defende a composição, de maioria militar, do governo Bolsonaro.
Com salários de até R$ 106 mil, os militares comandam 16 empresas estatais, segundo apurou o Metrópoles. Desde 2019, cerca de 254 deles já atuaram, ainda que temporariamente, em algum órgão do governo federal.
“Os militares que foram chamados a trabalhar no governo que se iniciou em janeiro de 2019 vieram tão somente participar – como cidadãos no pleno exercício de seus direitos e como profissionais de Estado capazes – do esforço de racionalização, efetividade e moralização da administração pública, em prol do soerguimento do país”, escreveu o general no artigo publicado no jornal Estadão.
“Não é a presença de militares no governo que o define. Sempre houve e continuará a haver militares no governo. Estejam onde eles estiverem, na ativa ou na reserva, nos quartéis ou em repartições, os militares são cumpridores de suas obrigações e seus deveres”, argumentou o vice-presidente.
“Se assim não fosse, o país viveria uma anarquia armada, incompatível com a democracia. E os militares simplesmente não seriam militares”, assinalou.
Mourão, como o fez na demissão conjunta dos comandantes das Forças Armadas na semana passada, defendeu que as Forças Armadas, mesmo com poder, se pautam pela legalidade e pelas leis democráticas.
“No que diz respeito aos militares, em qualquer país do mundo, o que distingue as democracias das ditaduras são as ordens que lhes são dadas e, o mais importante, como eles lhes obedecem. Nas democracias, as ordens são legais e emitidas por quem de direito, sendo integralmente cumpridas na forma da lei”, apontou.
“Fora disso, transita-se perigosamente entre a desordem e o autoritarismo. Políticos e soldados profissionais das grandes democracias já sabem disso”, enfatizou Mourão.
Leia o artigo completo aqui.
