Mourão diz que PF e Marinha vão aumentar fiscalização nos rios da Amazônia

Vice-presidente se reuniu com superintendente da PF no Amazonas e diretor-geral da Polícia Federal nesta sexta (20/11)

atualizado 20/11/2020 13:19

Bruno Batista/ VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse que a Polícia Federal e a Marinha vão intensificar a fiscalização nos rios da Amazônia para combater o desmatamento ilegal na região. Mourão se reuniu com o superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, e o diretor-geral da corporação, Rolando Alexandre, na manhã desta sexta-feira (20/11).

“Essa madeira escoa pelos rios da Amazônia, então eles [a PF] vão aumentar a fiscalização nos rios com o apoio da Marinha, nesse aspecto, e nós vamos ter uma efetividade maior nessas ilegalidades, principalmente vamos reduzir essa questão do desmatamento, que hoje está centrada na exploração de madeira ilegal”, disse.

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Mourão detalhou o esquema usado por criminosos ambientais que atuam na floresta tropical para “esquentar” a madeira e dar ao produto uma aparência de legalidade. “A madeira é esquentada da seguinte forma: a nossa legislação de 2009 diz que o camarada que ocupou a terra até aquele momento pode pedir uma autorização de exploração da terra. Ele diz que ocupou aquela terra. Então, preenche um documento lá, entrega e ninguém verifica”, criticou.

O vice-presidente, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, citou como exemplo um homem que disse ter ocupado determinada terra em 2004, mas era nascido em 1996, ou seja, era menor de idade à época em que afirmou ter ocupado o terreno, não tendo, portanto, direito a pleitear a terra.

“Bastava você conferir isso daí para saber que o negócio estava ilegal. A partir daí, o camarada pega a terra do lado e diz que é do irmão dele, a outra é da mãe e assim ele vai prolongando e cria um latifúndio. E só faz cortar madeira ali, com autorização fraudulenta. Então, é isso que a polícia está batendo em cima e nós vamos conseguir bloquear essa atividade”, pontuou.

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