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Política

Moro diz ter ouvido de ministros sobre existência de "gabinete do ódio"

Ex-ministro da Justiça prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos

Tácio Lorran, Igor Gadelha07/06/2021 18:07, atualizado 07/06/2021 18:12
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Michael Melo/Metrópoles
Sergio Moro STF decisao judicial

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que ouviu de ministros do próprio governo federal sobre a existência do chamado “gabinete do ódio“.

Segundo o ex-ministro, os nomes do vereador do Rio de Janeiro (RJ) Carlos Bolsonaro (Republicanos) e do assessor especial da presidência da República Tercio Arnaud eram normalmente associados ao gabinete.

“Indagado sobre como tomou conhecimento da relação de tais pessoas com o denominado ‘gabinete do ódio’, respondeu que tomou conhecimento por comentários entre ministros do governo”, registrou a PF, no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos.

Em seguida, Moro se limitou a responder que os ministros que falavam sobre a existência do gabinete do ódio eram “palacianos”. Ele não deu nenhum nome. Tratam-se, no entanto, de ocupantes dos seguintes cargos: Casa Civil; Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Secretaria de Governo (Segov) e; Secretaria-Geral.

Eis o depoimento de Sergio Moro:

Depoimento Sergio Moro by Tacio Lorran Silva on Scribd

Sigilo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levantou o sigilo do inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos realizados no ano passado.

As manifestações, que contaram com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pediam o fechamento do Congresso e da Suprema Corte, além de um “novo AI-5” – ato da ditadura militar que deu ao presidente da República o direito de tocar os rumos do país como quisesse, sem ser questionado, inclusive judicialmente, cassou mandatos e abriu as portas para a tortura de opositores.

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Vereador do Rio Carlos Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro é autor de homenagem a inspetor de polícia investigado
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Caio César/Câmara Municipal do Rio de Janeiro
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Rafaela Felicciano/Metrópoles