MBL pede impeachment de Bolsonaro e cogita se unir à esquerda

O grupo, que pediu a saída da petista Dilma Rousseff em 2017, também participa do movimento de derrubada do presidente da República

Presidente Jair Bolsonaro em coletivaIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 27/04/2020 14:37

O Movimento Brasil Livre (MBL) protocolou nesta segunda-feira (27/04) um pedido de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados. O autor da proposta é o advogado do grupo, Rubens Nunes.

Segundo o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do MBL, o chefe do Executivo cometeu diversos crimes de responsabilidade, como a convocação de protestos pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar afirmou, contudo, que ainda não conversou com líderes partidários sobre o apoio à matéria. Kataguiri e outros integrantes do grupo pretendem se reunir ainda com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta semana.

“Não houve conversa com nenhum líder. O que colocamos no pedido de impeachment são os crimes de responsabilidade. Além de jurídico, o pedido é político. Não existe nenhum tipo de investigação que apure a participação do presidente, por exemplo, de convocar as pessoas pelo ato da intervenção militar”, justificou.

Em 2016, o MBL também apoiou o impeachment da petista Dilma Rousseff. No entanto, isso não seria um motivo para que o grupo não se unisse à esquerda para pedir a saída de Bolsonaro, explicou Kataguiri. “Faria campanha com a esquerda. Se o objetivo é comum, qualquer um que faça manifestações é bem-vindo”.

No domingo (03/05), haverá uma manifestação virtual contra o presidente, convocada pelo grupo de direita. Mas, segundo o deputado, todas as pessoas de qualquer vertente ideológica estão convidadas a pedir “Fora Bolsonaro”.

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