Marina diz que "pautas-bomba" não irão a plenário durante transição
Entre as pautas está o "Pacote da Destruição", que envolve exploração e garimpo em terras indígenas e autoriza o uso de diversos agrotóxicos

Marina Silva (Rede) disse nesta segunda-feira (28/11) que houve um acordo entre o Gabinete de Transição e os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente, para que nenhuma “pauta-bomba” fosse a plenário até o fim do ano.
“Já foi feito um primeiro processo que envolveu Aloísio Mercadante, parlamentares e os presidentes das Casas para pedir que não fosse votada nenhuma pauta-bomba. Essa conversa aconteceu há duas semanas, e cada um vai ficar atento às suas agendas”, disse a deputada eleita por São Paulo.
De acordo com Marina, o grupo do meio ambiente sinalizou os projetos que não devem ser votados, como o caso dos agrotóxicos, demarcação de terras indígenas e garimpo, por serem considerados “projetos muito sensíveis para um final de governo”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA mudança na postura, principalmente de Arthur Lira, em relação aos projetos considerados sensíveis ao novo governo pode ser considerada outra sinalização positiva a Lula.
Neste ano, a Esplanada dos Ministérios foi palco do Ato pela Terra contra o “Pacote da Destruição”. O ato reuniu mais de 40 artistas e mais de 230 movimentos civis e coletivos liderados por Caetano Veloso. Ao todo, 15 mil se aglomeraram na Esplanada.
Apesar de todo esse movimento, Lira votou a urgência do projeto de lei (PL) da mineração em terras indígenas.



