Maia sobre pautar impeachment de Bolsonaro: “Geraria mais desemprego”

Presidente da Câmara dos Deputados defendeu que a Casa siga avançando com as reformas econômicas

atualizado 05/08/2020 10:43

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro durante eventoRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (5/8) que se iniciasse um possível processo de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), mais pessoas estariam desempregadas.

Isso porque, segundo Maia, a pauta “geraria mais crise”, em referência ao caos econômico já causado pela pandemia do novo coronavírus. Em entrevista à rádio Banda B, parceira do Metrópoles, o presidente da Câmara defendeu ainda que, no momento, outros assuntos são mais importantes.

Impeachment é um julgamento político. Neste momento, não vejo condições para avançar em um processo de impeachment. Acho que isso geraria apenas mais crise, mais conflitos, mais insegurança dos atores econômicos, ajudando a afundar ainda mais a economia brasileira, geraria mais desemprego”, opinou.

“Acho que não é hora de a gente tratar desse assunto. Acho que é hora de a gente continuar avançando em uma pauta olhando para o futuro, como a reforma tributária, e se o governo enviar uma reforma administrativa que melhore e modernize a qualidade do gasto público”, prosseguiu.

Com a crise, a população desocupada foi estimada pelo IBGE em 12,2 milhões de pessoas entre os dias 5 e 11 de julho. Isso significa que 13,1% dos brasileiros estão desempregados.

Maia elogiou também a atuação mais moderada — sem provocar confrontos com os outros Poderes — do presidente Jair Bolsonaro, que abaixou o tom ultimamente, sobretudo após a prisão do ex-policial militar Fabrício Queiroz.

“Tivemos muitos conflitos públicos que nas últimas semanas pararam e acho que é muito bom que seja assim, porque, mesmo eu não sendo da base do governo, que a gente possa ter bons diálogos para construir bons projetos para o Brasil”, comentou.

“Nunca misturo a minha posição de independência do governo com a pauta da Câmara dos Deputados. A pauta é o que entendemos o que é o melhor a ser votado”, prosseguiu.

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