Maia diz que governo vive "numa bolha" e que "situação do país é ruim"
Ainda segundo o presidente da Câmara dos Deputados, o candidato do bloco que lidera deve sair até a próxima quarta-feira (23/12)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta segunda-feira (21/12), que o governo Bolsonaro vive “numa bolha” e avaliou que, apesar de a situação do Brasil ser ruim, há uma narrativa de que as coisas estão indo bem.
O parlamentar colocou à disposição do governo a colocação em pauta da proposta de unificação do PIS e do Cofins, que receberia o nome de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), mas disse que ainda não houve interesse do governo em votar.
“A situação do Brasil é ruim, mas existe aí uma narrativa de que as coisas estão bem. Sabemos que não é verdade. Desemprego está crescendo, inflação está subindo. Milhões de brasileiros sem apoio do governo federal por omissão da posição final do governo, junto ao Senado, em relação à PEC Emergencial, que viabilizaria espaço no orçamento para atender essas famílias”, declarou Maia.
“Nós vivemos uma realidade, a população brasileira, e vivemos uma bolha do governo em Brasília, que acha que as coisas vão caminhando muito bem. A intenção da pauta do recesso era resolver esses problemas emergenciais na sociedade brasileira. Como não foi possível, vamos em frente”, acrescentou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO presidente da Câmara vem pressionando para que o recesso parlamentar seja cancelado ou encurtado, sob o argumento de votar projetos essenciais ao país, na área econômica e de saúde. O governo, por sua vez, avalia que a suspensão do recesso daria munição a Maia na disputa interna da Casa, que ocorre em 1º de fevereiro de 2021.
Candidato
O democrata sinalizou que o bloco liderado por ele deve anunciar o candidato à presidência da Câmara até a próximo quarta-feira (23/12), antevéspera de Natal. Oficialmente, a sessão na Casa ocorre até terça-feira (22/12). “Quarta-feira, no máximo, teremos um encaminhamento, ouvindo a todos”, disse.
O bloco chamado de “centro democrático” é formado pelos seguintes partidos: DEM, MDB, PSL, PSDB, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, PCdoB e Rede. E conta, agora, com 281 deputados.



