Maia cobra planejamento do governo ante crise do coronavírus

Em videoconferência organizada pelo Banco Bradesco, presidente da Câmara destacou medidas que nem foram enviadas para o Congresso

atualizado 01/04/2020 10:24

RODRIGO MAIAALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta quarta-feira (01/04) a falta de planejamento do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) frente à pandemia do novo coronavírus.

“[O governo] não terminou de resolver a renda [básica emergencial], não resolveu a questão do emprego, da ajuda às empresas”, pontuou o deputado.

O comentário foi feito em teleconferência organizada pelo banco Bradesco. Maia disse que é necessário trabalhar com planos para organizar a volta o mais rápido possível.

“Vamos organizar isso primeiro para dar esse conforto mínimo à sociedade, para que o governo possa depois ir avaliando [medidas para voltar ao normal]”, acrescentou o deputado fluminense, que não poupou críticas.

“Preciso que o governo encaminhe seus parâmetros, formalmente ou informalmente. O governo não tem apoio no Parlamento, mas as medidas de enfrentamento têm apoio de todos os partidos”, disse.

Guedes
O presidente da Câmara voltou a criticar um comentário do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse ser necessária uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para pagar o “coronavoucher”.

“Falar que necessariamente precisa da PEC não é verdade. A PEC só organiza bem”, explicou Maia, durante a live.

Batizado de “coronavoucher”, a renda básica emergencial aprovada pelo Congresso nessa segunda-feira (30/01) destina R$ 600 a trabalhadores informais, afetados pela crise do novo coronavírus.

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