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Política

Lula confirma ida à cúpula Celac-UE após conversa com premier da Espanha

Cúpula de países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia ocorrerá em Bruxelas, nos dias 17 e 18 de julho

05/07/2023 16:42, atualizado 05/07/2023 18:46
Ricardo Stuckert/Presidência
imagem colorida do presidente Lula sorrindo - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta quarta-feira (5/7), com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

Segundo o Palácio do Planalto, durante o telefonema, Sánchez reiterou o convite ao presidente Lula para participar da cúpula de países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia.

De acordo com o governo brasileiro, o brasileiro aceitou o convite. O evento será realizado em Bruxelas, na Bélgica, nos dias 17 e 18 de julho.

Mercosul-União Europeia

Na conversa, Lula ainda parabenizou Sánchez por ter chego à Presidência do Conselho da União Europeia. Eles também conversaram sobre o possível acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu.

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As negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia foram concluídas em 28 de junho de 2019. Mas para que o tratado passe a vigorar de fato, ele deve passar por um processo de revisão e ratificação por parte dos congressos nacionais dos países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu.

Há divergências sobre o acordo entre os dois blocos. Um dos entraves, por exemplo, está na questão ambiental, liderada pela França.

O Parlamento francês pede que os agricultores da América do Sul tenham como base as mesmas regras sanitárias e ambientais da Europa e solicita ainda que, em um eventual acordo da União Europeia com o Mercosul, seja incluída uma cláusula para suspender o tratado caso o bloco sul-americano não respeite o Acordo de Paris.

O governo brasileiro tem elaborado, internamente, um documento com respostas a essas exigências ambientais. Lula já disse que os termos colocados pela UE ao Mercosul para garantir a ratificação do acordo de livre comércio entre os dois blocos “são inaceitáveis”.