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Política

Bolsonaro diz que deve anunciar novo ministro da Educação ainda nesta sexta

Prsidente disse que já avaliou currículos, conversou com 5 ou 6 candidatos e que não vai demorar para apresentar um nome para a pasta

09/07/2020 19:46, atualizado 09/07/2020 20:52
Reprodução/Facebook
Bolsonaro diz que deve anunciar novo ministro da Educação ainda nesta sexta

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou se nesta quinta-feira (9/7), durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que deve definir o novo ministro da Educação ainda esta semana.

“Eu espero aí amanhã colocar um ponto final na questão do Ministério da Educação. É um grande problema, tem muita gente boa. Por outro lado, tem muita gente boa, mas quando vê o tamanho do problema que é ser ministro da Educação, a pessoa recua, às vezes até pela idade, sabe é que uma luta bastante grande. Mas uma verdade: nós temos que começar a mudar a educação no Brasil porque o que foi feito ate agora, até o começo do nosso mandato, não deu certo”, disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que o futuro ministro tem que ser uma pessoa que promova o diálogo com todas as esferas da educação. “O que não é fácil, né?”, disse. “Essa é a nova vontade: ter uma pessoa lá, realmente, conciliadora.”

Bolsonaro revelou que já recebeu vários currículos e que conversou com cinco ou seis candidatos pessoalmente. “Tem pressão? Tem. Mas eu não posso botar as pessoas por indicação, por pressão. A gente analisa o currículo de todo mundo”, garantiu.

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“Mas a gente espera amanhã resolver essa questão aí do Ministério da Educação, uma questão bastante importante, né, como os demais ministérios, mas tem um simbolismo todo especial a educação do Brasil e, se Deus quiser, a gente vai acertar com um nome que devemos indicar amanhã [sexta]”.

Desde o início do atual governo, em 1º de janeiro de 2019, o MEC já teve três ministros – todos se envolveram em algum tipo de polêmica que resultou em demissão (relembre os casos mais abaixo).

Cadeira vazia

O Ministério da Educação está sem ministro há mais de 20 dias. O cargo foi desocupado após a demissão de Abraham Weintraub, que teve problemas com a Justiça ao chamar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”.

Weintraub ficou 14 meses à frente do MEC e, assim como seu antecessor, Ricardo Vélez, colecionou uma série de polêmicas.

A gestão de Vélez frente ao MEC durou pouco mais de três meses. No período em que comandou a pasta, houve ao menos 14 trocas em cargos importantes no ministério, editais publicados com incongruências, e que depois foram anulados, além de frases polêmicas de Vélez, que levaram a críticas.

Para o lugar de Weintraub, o professor Carlos Alberto Decotelli foi nomeado. Apesar da nomeação ter saído no Diário Oficial da União (DOU), ele não chegou a tomar posse no cargo.

Decotelli ficou cinco dias no MEC e foi demitido após irregularidades em seu currículo. Com a rápida passagem pelo governo, o professor foi o ministro mais breve da história da Educação.

Ainda na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro convidou o atual secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para assumir o cargo de ministro da pasta. No entanto, após pressão e resistência da ala ideológica, Bolsonaro declinou do convite.

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Ricrado Vélez Rodriguez foi o primeiro ministro da Educação no governo Jair Bolsonaro
O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez
Cerimônia de posse do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente Bolsonaro
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub
O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez foi indicado para conduzir a pasta de Educação
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O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez foi indicado para conduzir a pasta de Educação

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Ricrado Vélez Rodriguez foi o primeiro ministro da Educação no governo Jair Bolsonaro
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Ricrado Vélez Rodriguez foi o primeiro ministro da Educação no governo Jair Bolsonaro

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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez
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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez

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Cerimônia de posse do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente Bolsonaro
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro

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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub
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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub

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A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"
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A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"

Fotos: Hugo Barreto/Metropoles
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro

André Borges/ Especial para o Metrópoles
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
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O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa

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Quando era presidente do FNDE, Decotelli passou 23% do tempo viajando
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Quando era presidente do FNDE, Decotelli passou 23% do tempo viajando

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Renato Feder
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Renato Feder

Divulgação/Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná
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Renato Feder

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Renato Feder chegou a ser convidado a substituir Decotelli, aceitou, depois recusou o cargo
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Renato Feder chegou a ser convidado a substituir Decotelli, aceitou, depois recusou o cargo

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