Professor da UnB confirma sondagem para assumir MEC: “Sim, é verdade”

Ricardo Caldas informou ao Metrópoles que está "à disposição" para ocupar o cargo. A pasta está sem ministro há 18 dias

atualizado 06/07/2020 18:32

Antônio Cruz/Agência Brasil

O economista e professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas é o novo candidato cotado pelo governo para assumir o Ministério da Educação (MEC). Ao Metrópoles, Caldas confirmou que foi sondado e disse que está “à disposição” para assumir a pasta.

“O nome está à disposição para o cargo. Como servidor público, minha função é essa”, declarou o professor da UnB. Ele afirmou, contudo, que foi uma “sondagem sem compromisso”.

Docente da UnB, Caldas possui graduação em economia e mestrado em ciência política pela Universidade de Brasília. Ele também obteve doutorado em relações internacionais pela University of Kent at Canterbury, na Inglaterra. No currículo, demonstra interesse nas áreas de políticas públicas, integração regional, acordos internacionais e competitividade internacional.

Cadeira vazia

O Ministério da Educação está sem ministro há 18 dias. O cargo foi desocupado após a demissão de Abraham Weintraub, que teve problemas com a Justiça ao chamar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”. O impasse gerou desconforto entre os Poderes e, com isso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu tirá-lo da pasta.

Na sequência, entre rumores de possíveis nomes, Bolsonaro decidiu escolher Carlos Decotelli para chefiar a Educação. Ele, no entanto, nem teve tempo de tomar posse no cargo. Antes mesmo de ser oficializado como ministro, foram divulgadas informações de inconsistências em seu currículo, gerando mais uma exoneração. Assim, o MEC continuou sem um chefe.

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Após a demissão de Decotelli, o nome do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, foi dado como certo nos bastidores do Palácio do Planalto. Mas, nesse domingo (5/7), ele usou as redes sociais para informar que “declinou” do convite feito por Bolsonaro. A medida ocorreu depois que a ala militar pressionou o governo pela rejeição ao nome.

Até agora, a cadeira da pasta continua vazia. Bolsonaro ainda não sinalizou outro possível favorito para chefiar o MEC.

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