Joice sobre Bolsonaro: “Botequeiro de quinta categoria”

Deputada federal rompe de vez com presidente, se diz arrependida e afirma que errou ao defender que ele não era "machão" e "preconceituoso"

atualizado 16/01/2020 21:58

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Aliada de primeira hora do então candidato a presidente Jair Bolsonaro, a jornalista Joice Hasselmann fez toda a campanha para deputada federal por São Paulo defendendo com veemência o capitão da reserva. Eleita com pouco mais de 1 milhão de votos pelo PSL, logo virou líder do novo governo no Congresso. No fim do primeiro  ano de gestão do agora presidente Bolsonaro, a ex-defensora virou primeiro crítica ácida dos filhos do novo chefe do Executivo federal. Dizia manter confiança de que Bolsonaro faria um bom governo, mas atacava seu entorno.

Nesta quinta-feira (16/01/2020), em entrevista à rádio CBN, Joice rompeu de vez com o ex-aliado: se disse traída, admitiu “arrependimento” no apoio e chamou Bolsonaro de “botequeiro de quinta categoria”.

“Eu fui, de fato, traída. Fui traída não por deixar a liderança. Isso é uma besteira. A traição foi na promessa de mudança, na promessa de que seria diferente. Acreditei em algo que não está acontecendo. Acreditei em algo que caminha para ser um ‘estelionato eleitoral’. Mais um, como foi a Dilma, como foi o Lula. Nesse ponto, eu me arrependo profundamente”, atacou.

A deputada federal foi além. “Eu me enganei e lamentavelmente me arrependo, porque disse às pessoas que ele mudaria, que não era preconceituoso. Um presidente da República que, de vez em quando, no seu comportamento, fala como se fosse um botequeiro de quinta categoria, xingando pessoas, ofendendo pessoas por nada. Então, ao invés de levar o Brasil para frente, fica ‘brincando’ na internet de xingar as pessoas. Eu dizia que presidente não era machista, que era só ‘duro’, ‘machão’. Me enganei. Eu acreditei num sonho e vendi esse sonho às pessoas”, arrematou.

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