Joice não levou caso à PF por medo de “interferência do Planalto”

Sem citar nomes, a deputada afirmou que um dos homens que suspeita estar envolvido no episódio da agressão é parlamentar

atualizado 25/07/2021 16:34

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Ao confirmar que investigações sobre a agressão que sofreu estão em andamento, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou, neste domingo (25/7), que levou o caso à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), e não à Polícia Federal por que tem medo de que haja “interferência do Planalto”.

“Eu confio na instituição PF. Eu não confio é em alguma pessoas específicas e na possível interferência do governo na PF. Eu tenho receio que o Planalto faça uma interferência. O GSI já está envolvido em uma tramoia”, disse em coletiva de imprensa, no seu apartamento funcional.

Segundo ela, entre os dois desafetos que suspeita de envolvimento no episódio, um é parlamentar. Ela não quis citar nomes, mas disse que “grande parte dos desafetos é do governo Bolsonaro atualmente”.

“Um deles tem acesso muito fácil ao prédio e o outro a qualquer lugar que ele queira. Um deles fez ameaça, inclusive públicas, e o outro é um desafeto que já me mandou recados pesados e recentemente eu dei uma entrevista fazendo críticas muito duras a essa pessoa”, falou, sem citar nomes.

Na última quinta-feira (25/7), a parlamentar relatou que se recupera de cinco fraturas no rosto e uma na costela, além de alguns cortes pelo corpo, depois de ter supostamente sofrido um ataque em casa. Ela afirma ter sido vítima de violência enquanto estava em sua própria casa.

Joice suspeita que uma terceira pessoa tenha entrado no apartamento, onde ela estava com o marido, e feito as agressões contra ela.

“Eu troquei todas as chaves e somente eu e meus funcionários temos depois que suspeitei do atentado. Se alguém entrou aqui, não foi coisa de amador, foi coisa de profissional. É alguém que que pode estar escondido em algum dos outros apartamentos funcionais”, falou.

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