Ao Metrópoles Joice diz ter “dois suspeitos” de suposto atentado

Joice Hasselmann deu dois nomes à Polícia Legislativa que poderiam estar por trás das agressões

atualizado 24/07/2021 9:42

Após ser vítima de um suposto atentado, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) revelou, na noite desta sexta-feira (23/7), em entrevista exclusiva ao Metrópoles, ter dois nomes que poderiam estar por trás das agressões sofridas por ela.

“Agora, minhas dúvidas são: era para me dar um susto? Para querer me machucar? Para fazer algo pior? Isso que a gente precisa descobrir. Eu tenho duas suspeitas”, afirma, sem revelar os nomes.

Antes de conversar com o Metrópoles por telefone, a deputada federal depôs por mais de duas horas à Ouvidoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público Federal (MPF), que, segundo ela, também investigará o caso, além da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e da Polícia de São Paulo.

Ao demonstrar cansaço durante a fala, Joice diz acreditar que o suposto atentado teve motivações políticas. À Polícia Legislativa ela afirma ter revelado os nomes dos principais suspeitos.

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“Eu não tenho dúvida [que o suposto atentando tenha motivações políticas]. Não consigo ver outra possibilidade. Se alguém quisesse ter entrado para roubar, teria roubado. Minha bolsa estava à disposição, em uma cadeira no meu quarto; tinham algumas joias em cima do criado-mudo; tinha um computador meu, bem caro, que vale mais de R$ 20 mil também”, relembra.

A parlamentar se recupera de cinco fraturas no rosto e uma na costela, além de alguns cortes pelo corpo. Ela estava assistindo a uma série em sua cama, no apartamento funcional que usa em Brasília, na noite do último sábado (17/7), quando “apagou” e só acordou 7 horas depois, sobre uma poça de sangue, sem se lembrar do que tinha acontecido.

“Reforcei a segurança. Estou com dois homens armados dentro de casa. Eu trouxe de São Paulo, inclusive, um agente meu de extrema confiança. Reforçamos a segurança pelo Departamento de Polícia Legislativa e tem mais um homem armado na entrada do meu bloco”, relata.

“Não vou ficar esperando para ver alguém entrar e terminar o serviço. E também não vou passar as noites em claro choramingando por causa disso. Eu não tenho medo”, complementa Joice.

Dores

Hoje, quase uma semana após as agressões, Joice diz sentir bastante dor, muito mais do que nos primeiros dias. Ela terá de fazer fisioterapia, mas ainda não sabe se será necessário realizar cirurgias.

“É impressionante pois estou com mais dor hoje do que estava no primeiro e no segundo dias. Não sei o porquê. Inclusive, eu troquei os remédios”, afirma. “Sinto muita dor, especialmente nos ossos do nariz, que tem duas fraturas; a parte do queixo também está me incomodando bastante. Onde mais dói é no joelho esquerdo”, complementa.

A parlamentar confirma, porém, que não deixará de trabalhar, apesar de as dores terem se intensificado. “Eu vou trabalhar, com cinco fraturas na face, uma fratura na coluna, com meu joelho estourado. Não vou pedir licença. Vou trabalhar todo dia. Não tem possibilidade dessa gente se livrar de mim achando que vai me dar uma surra e acabou”, dispara Joice, por fim.

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