Jandira Feghali: “Não há contradição entre Movimento 65 e PCdoB”

Líder da Minoria na Câmara enfatiza que caráter mais amplo da nova marca reforça identidade da legenda

atualizado 28/12/2019 21:13

Divulgação

A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse neste sábado (28/12/2019) que o lançamento da marca Movimento 65, por parte do PCdoB, é um reforço dos ideais do partido.

Embora a marca deixe de lado o termo “comunista”, não há contradição, na avaliação da parlamentar, entre os símbolos que o partido quase centenário carrega (a cor vermelha, a foice e o martelo) e a necessidade de um movimento político amplo para a disputa de 2020.

“Na verdade é um movimento amplo de reforço da legenda em 2020”, destacou a deputada em entrevista ao Metrópoles.

“Não tem nenhuma contradição entre o movimento, o nome do partido, o símbolo do partido e o 65. Trata-se de um movimento de filiação, de reforço desta identidade”, prosseguiu.

Jandira Feghali confirmou o objetivo de trazer para o PCdoB pessoas dispostas a disputarem as eleições em 2020 que hoje não estão necessariamente nas fileiras do partido.

“O movimento 65 traz pessoas que querem vir para a legenda e participar do movimento eleitoral e 65 é o nosso número. Então é um movimento que traz as pessoas para 2020”, enfatizou.

“É uma grande campanha de filiação dentro de um movimento amplo político para a luta eleitoral de 2020. E será feito pela legenda do partido, pelo símbolo do partido”, disse a deputada.

Preconceito
O preconceito em relação ao termo “comunista” é uma citação comum entre integrantes da legenda. Essa discriminação, na avaliação dos comunistas, tem crescido após a ascensão de Bolsonaro ao poder. O atual presidente é um crítico ferrenho da ideologia de esquerda.

Jandira Feghali avalia que, neste contexto, as críticas no campo da centro-direita ao Movimento 65 ocorrem porque esta nova marca deve estar “incomodando muito”.

“É um movimento amplo e ele deve estar incomodando muito porque é amplo e está fazendo efeito. As pessoas estão se inscrevendo maciçamente nele, está vindo muita gente, muita juventude, muitas mulheres. Do mesmo jeito que o setor de centro-direita fez seus cursos. O Lemann [Jorge Paulo Lemann, economista e empresário] fez, o Renova BR fez. Quando o PCdoB faz, isso também incomoda”, argumentou a deputada.

“Nesse momento de ódio de preconceito e de aprofundamento dos retrocesso de valores, claro que preconceito sobre nós aumenta mais ainda. Só que agora os comunistas ficaram bem mais amplos. Agora todo mundo é comunista. Basta discordar”, ressaltou.

Movimento dos Comuns
Além da nova marca, segundo a parlamentar, o partido lançou outra plataforma, mais ampla, chamada Movimento dos Comuns, que tem o objetivo de juntar pessoas comprometidas com a luta contra os atrasos, em todas as áreas da sociedade.

“Comum é o que significa universal, comunitário, partilhado, coletivo. Isso é o que nos identifica”, reforçou a líder. “Então a gente pensa que isso é o que identifica as pessoas que precisam agora participar das coisas mais amplas de resistência, da luta democrática. Seja na causa das artes, da educação, da liberdade de expressão, da ciência”, exemplificou.

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