Irmão de Geddel sobre operação da PF: “Não encontrarão nada de errado”

Dois dias após ter o gabinete, escritórios e casas devassadas pela Polícia Federal, Lúcio Vieira Lima aparece na Câmara e se diz tranquilo

atualizado

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Alexandra Martins/Câmara dos Deputados
lucio vieira lima
1 de 1 lucio vieira lima - Foto: Alexandra Martins/Câmara dos Deputados

Dois dias após ser alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, reapareceu na Câmara nesta quarta-feira (18/10). Ele se disse tranquilo quanto às investigações.

O peemedebista afirmou que os agentes não encontrarão nada de ilícito no material apreendido e negou versão de que os R$ 51 milhões encontrados pela PF em um apartamento em Salvador sejam frutos de herança do pai dele.

“Quantas buscas e apreensão já tiveram? Só a minha que é arretada? Teve uma operação, uma medida para investigação, que não quer dizer culpabilidade. É mais um elemento para demonstrar a minha inocência”, afirmou o parlamentar. “Não vão encontrar nada de errado… Tensão? Tensão quem tem é mulher, tensão menstrual”, acrescentou.

Devassa
Na última segunda-feira (16/10), a PF fez busca em quatro endereços ligados a Lúcio e a Job Ribeiro Brandão, secretário parlamentar do deputado. Entre os locais vasculhados, estavam o gabinete na Câmara e o apartamento do peemedebista em Salvador. A operação foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes apreenderam documentos e mídias.

As medidas cautelares, segundo a PGR, são um desdobramento das investigações que apuram a origem e a responsabilidade por R$ 51 milhões apreendidos em Salvador, em 5 de setembro. Elas foram solicitadas pela PGR após as investigações iniciadas na primeira instância, no âmbito da Operação Cui Bono, terem sido enviadas ao STF. A ação – um dos desdobramentos da Lava Jato – resultou na prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB).

“O envio do caso ao STF deu-se em consequência de os investigadores terem encontrado indícios de envolvimento do parlamentar no recolhimento e guarda do dinheiro”, justificou a Procuradoria. Além das cautelares, a PGR pediu que as investigações relativas à Cui Bono, que apura irregularidades na Caixa Econômica Federal, continuem sob competência da primeira instância.

Na entrevista nesta quarta-feira, Lúcio não respondeu quando questionado sobre a origem dos R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados no chamado “bunker” de Geddel, cujo dono disse ter emprestado ao deputado. Questionado sobre suposta afirmação de que o irmão teria dito que era de herança, Lúcio negou. “Geddel nunca disse isso. Nunca. Aposto com você”, declarou. Segundo ele, a “estratégia de defesa quem vai dizer é o advogado.”

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