Governadores criticam falas de Bolsonaro sobre miliciano e ICMS

Em carta, Fórum Nacional dos Governadores reclama que declarações do presidente "não contribuem para a evolução da democracia no Brasil"

atualizado 17/02/2020 17:33

Hugo Barreto/Metropoles

O Fórum Nacional que reúne governadores estaduais divulgou, nesta segunda-feira (17/02/2020), carta pública “em defesa do pacto federativo” onde reagem e criticam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre as recentes declarações envolvendo a morte do miliciano e ex-PM integrante do Bope Adriano da Nóbrega, pela polícia da Bahia, e também o “desafio” feito em torno da redução do ICMS que incide sobre os combustíveis.

No documento, 20 governadores que o assinam ressaltam que tais declarações, confrontando-os, “não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”.

“É preciso observar os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem. Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós”, dizem.

Polícia do PT
Na carta, os governantes estaduais ressaltam que Bolsonaro, ao afirmar que a morte de Adriano na Nóbrega em uma ação policiais no interior da Bahia no último dia 09 foi uma “provável execução sumária” pela PM do governador baiano Rui Costa (PT), incorre em uma “antecipação às investigações”.

Quanto à questão de uma reforma tributária, a carta destaca que, “sem expressamente abordar o tema”, apenas houve um desafio aos governadores para “reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos estados”.

Por fim, os 20 signatários do documento convidaram o presidente para o próximo Fórum Nacional de Governadores, a ser realizado em 14 de abril deste ano.

Assinaram a carta Gladson Cameli (Progressistas-AC), Renan Filho (MDB-AL), Waldez Góes (PDT-AP), Wilson Lima (PSC-AM), Rui Costa (PT-BA), Camilo Santana (PT-CE), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Flávio Dino (PCdoB-MA), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Romeu Zema (Novo-MG), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevedo (Cidadania-PB), Paulo Câmara (PSB-PE), Wellington Dias (PT-PI), Wilson Witzel (PSC-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria, (PSDB-SP) e Belivaldo Chagas (PSD-SE).

Não assinaram o texto Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Ratinho Júnior (PSD-PR), Marcos Rocha (PSL-RO), Antônio Denarium (PSL-RR), Carlos Moisés (PSL-SC) e Mauro Carlesse (DEM-TO).

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