Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

General Ramos sobre risco de golpe militar: ''Não estica a corda''

O ministro da Secretaria de Governo disse que Jair Bolsonaro não prega rupturas, mas mostrou descontentamento com a Justiça

13/06/2020 07:43, atualizado 13/06/2020 08:11
Compartilhar notícia
Marcos Corrêa/PR
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda”

Ministro da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos declarou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), nunca defendeu um golpe militar no país, mas alertou a oposição a “não esticar a corda”. A afirmação foi feita em uma entrevista à revista Veja.

A declaração de Ramos foi resposta a um questionamento sobre a possibilidade de um golpe militar no Brasil. O ministro citou que foi instrutor da academia do Exército por vários anos e que formou boa parte dos comandantes da Força, mas que eles veem como ofensiva a narrativa de que as Forças Armadas vão romper com o regime democrático.

“O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”, disse o ministro.

Na entrevista, o ministro também criticou o Poder Judiciário, citando o processo de impugnação da chapa Bolsonaro/Mourão que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o qual disse ter viés político e classificou como um “julgamento casuístico” e a comparação feita pelo ministro Celso de Mello, que comparou o presidente a Hitler.

“Vazou a mensagem de WhatsApp em que o ministro do Supremo comparou o presidente Bolsonaro ao Hitler e os seus seguidores a nazistas. Isso contribui para o clima de diálogo e para buscar uma harmonia entre os poderes? Acredito que não.”

General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - destaque galeria
16 imagens
Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 4
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 5
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 6
Presidente Jair Bolsonaro
1 de 16

Presidente Jair Bolsonaro

Reprodução Tv Record
Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018
2 de 16

Bolsonaro quando sofreu o atentado, em 2018

Reprodução
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
3 de 16

Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse

Presidência
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 4
4 de 16

General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 5
5 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 6
6 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 7
7 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 8
8 de 16

Myke Sena/ especial para o Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 9
9 de 16

Fotos: Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 10
10 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 11
11 de 16

Reprodução/Redes sociais
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 12
12 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 13
13 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 14
14 de 16

Igo Estrela/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 15
15 de 16

Rafaela Felicciano/Metrópoles
General Ramos sobre risco de golpe militar: ”Não estica a corda” - imagem 16
16 de 16

Alan Santos/PR

Em outro momento, o general afirma que se infiltrou na manifestação contra o presidente do último domingo, 7, em Brasília, disfarçado com gorro, máscara e óculos escuros. O ministro afirmou que a rua é pública, mas que as roupas pretas o passavam a ideia de “autoritarismo” e “black blocks”. “Eles não usavam vermelho para não pegar mal. Mas me pareceu que eram petistas”, disse à publicação.

Ao longo da entrevista, Ramos também comenta outros temas, como seu pedido para integrar a reserva das Forças Armadas, o cenário da pandemia e a articulações com o Centrão para melhorar a governabilidade.