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Política

Fundador da Qualicorp delata Aécio, Serra e Renan Calheiros, diz revista

A delação também envolveria os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e do Planejamento Romero Jucá

27/11/2020 19:24, atualizado 27/11/2020 20:50
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Michael Melo/Metrópoles
Renan Calheiros

Em acordo de delação premiada, o empresário fundador da Qualicorp, José Seripieri Filho, teria revelado pagamentos ilícitos ao deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e aos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e José Serra (PSDB-SP).

Segundo a reportagem, a delação também envolve o ex-ministro da Fazenda durante o governo Lula, Antonio Palocci, e o do Planejamento na gestão Temer, Romero Jucá. As informações são da Crusoé.

Veja os delatados:

Fundador da Qualicorp delata Aécio, Serra e Renan Calheiros, diz revista - destaque galeria
5 imagens
Ex-ministro Antonio Palocci
Ex-senador Romero Jucá (MDB-RR)
O deputado federal Aécio Neves, aliado de Eduardo Leite nas prévias do PSDB
Senador Renan Calheiros foi indicado para a relatoria da CPI da Covid
Senador José Serra (PSDB-SP)
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Senador José Serra (PSDB-SP)

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Ex-ministro Antonio Palocci
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Ex-ministro Antonio Palocci

JOSÉ CRUZ/ABR
Ex-senador Romero Jucá (MDB-RR)
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Ex-senador Romero Jucá (MDB-RR)

JP Rodrigues / Metrópoles
O deputado federal Aécio Neves, aliado de Eduardo Leite nas prévias do PSDB
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O deputado federal Aécio Neves, aliado de Eduardo Leite nas prévias do PSDB

Felipe Menezes/Metrópoles
Senador Renan Calheiros foi indicado para a relatoria da CPI da Covid
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Senador Renan Calheiros foi indicado para a relatoria da CPI da Covid

Michael Melo/Metrópoles

O acordo ainda está pendente de homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator designado é o ministro Luís Roberto Barroso.

Serpieri foi preso em operação da Polícia Federal em 21 de julho. Ele é suspeito de integrar suposto esquema de caixa 2 na campanha de Serra para o Senado Federal em 2014. Na ocasião, o advogado do empresário defendeu que a prisão é “injustificável” e que ele não teria envolvimento com o caso.

“Os colaboradores mencionados no Inquérito não acusam Seripieri de ter feito doações não contabilizadas. Relatam que ele fez um mero pedido de doação em favor de José Serra e que a decisão de fazer a doação, assim como a forma eleita, foi de um dos colaboradores”, apontou o advogado de Seripieri, Celso Vilardi.

“Portanto, não há qualquer razão ou fato, ainda que se considere a delação como prova (o que os Tribunais já rechaçaram inúmeras vezes), que justifique medidas tão graves”, alegou o defensor.