Flávio cita comissão extinta para explicar suposto funcionário fantasma

Wellington Sérvulo Romano da Silva é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)

atualizado 12/08/2020 12:48

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O depoimento do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), investigado por suspeita de praticar esquema de rachadinha quando deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), apresentou uma contradição sobre um suposto funcionário fantasma, segundo reportagem do jornal O Globo.

A investigadores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o filho zero um do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o antigo funcionário Wellington Sérvulo Romano da Silva trabalhou em uma comissão que tratou de agentes expulsos da Polícia Militar.

A comissão funcionou de junho a dezembro de 2009, segundo registros da Alerj levantados pelo jornal O Globo. No entanto, Sérvulo teria sido nomeado apenas em 2015, ou seja, seis anos depois do alegado por Flávio.

“Teve uma época que fiz uma comissão especial para rever as exclusões na PM. Ouvimos dezenas de policiais. O Sérvulo trouxe alguns casos para nós. Inclusive, se não me engano, em torno de 10 ou 12 chegaram a ser integrados por conta desse trabalho que a gente fez na comissão”, disse o senador.

O funcionário de Flávio também teria movimentado, de janeiro de 2015 a 2018, cerca de R$ 1,59 milhão. Além disso, segundo reportagem da TV Globo, Sérvulo passou mais 248 dias em Portugal, mesmo nomeado no gabinete do então deputado estadual.

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