FGV informa que vai apurar suspeita de plágio em dissertação de Decotelli

Novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli teria copiado ao menos 11 trechos de outros trabalhos em seu mestrado

atualizado 27/06/2020 19:21

Carlos Decotelli Ministro da EducaçãoMarcello Casal Jr/Agência Brasil

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou neste sábado (27/06), por meio de nota, que vai “apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli”.

Decotelli fez mestrado, em 2008, em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele apresentou a dissertação “Banrisul: do Proes ao IPO com governança corporativa”. Leia a íntegra da dissertação aqui.

O trabalho feito pelo agora ministro da Educação contém ao menos 11 trechos semelhantes a trabalhos publicados em anos anteriores por outros autores.

“A FGV está localizando o professor orientador da dissertação para que ele possa prestar informações acerca do assunto. Caso seja confirmado o procedimento inadequado, a FGV tomará as medidas administrativas e judiciais cabíveis”, afirmou a instituição em nota.

O Metrópoles coletou  os trechos presentes no material em nome de Decotelli que têm frases e até parágrafos semelhantes a trabalhos feitos anteriormente. Leia aqui.

Na quinta-feira (25/06), Decotelli foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo ministro da Educação. Ele é o primeiro ministro negro e o terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro.

Um dia após a nomeação, o novo ministro alterou seu currículo Lattes devido a uma polêmica sobre ele ter ou não título de doutor pela Universidade de Rosario, na Argentina. Agora, o documento ressalva que ele concluiu todos os créditos do doutorado em Administração, mas não defendeu a tese.

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