Dissertação de Decotelli tem ao menos 11 trechos iguais a outros trabalhos

Novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli foi nomeado para o cargo na quinta-feira (25/06). Compare dissertações

atualizado 27/06/2020 17:33

Carlos Decotelli Ministro da EducaçãoMarcos Oliveira/Agência Senado

A dissertação de mestrado do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, contém trechos semelhantes a trabalhos publicados em anos anteriores por outros autores.

Decotelli fez mestrado, em 2008, em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele apresentou a dissertação Banrisul: do Proes ao IPO com governança corporativa. Leia a íntegra da dissertação aqui.

Abaixo, veja trechos presentes no material em nome de Decotelli que têm frases e até parágrafos semelhantes a trabalhos feitos anteriormente. Trechos marcados em negrito e em itálico representam o que não foi copiado. O restante consta em trabalhos de outros autores, praticamente, na íntegra.

Na página 16 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“O pressuposto adotado em grande parte dos processos de mudança é o de que a transformação organizacional pode ser administrada, isto é, conduzida segundo as intenções e expectativas dos líderes formais em busca da maior competitividade da organização. Tal pressuposto, característico de quem adota a postura voluntarista, pode obscurecer aspectos fundamentais ao entendimento de como se processa a mudança. A transformação organizacional deve ser entendida além dos chamados processos planejados de mudança. De acordo com Kanter, Stein e Jick (1992), é necessário reconhecer três tipos de forças que podem provocar mudança:

  • a relação entre as organizações e seus ambientes;
  • o crescimento por meio de estágios do ciclo de vida;
  • e o exercício da política, ou seja, a constante luta pelo poder.

Todos os três podem ocorrer à margem das intenções estratégicas e objetivos oficiais, obrigando a organização a se manter em contínuo movimento, onde a tática se consolida como sendo o detalhamento da estratégia de cada dia.

Os vieses cognitivos, a percepção do que se entende como ambiente concorrencial e, em sentido mais amplo, o próprio modo de interpretar a realidade, delimitado por valores e crenças compartilhados na organização, influenciando tanto na constatação da necessidade de mudança como no modo de conduzi-la.

O ambiente empresarial também exerce sua influência no processo de mudança. No entanto, o ambiente não deve ser considerado apenas sob a ótica da estrita racionalidade econômica: normas e regras institucionais compartilhadas são importantes à medida que definem para as organizações o que é considerado legítimo ou não.

A partir das considerações precedentes, a proposta neste trabalho é discutir a mudança estratégica em bancos estaduais com base na influência de fatores de natureza cognitiva e de natureza institucional, especificamente no contexto do BANRISUL no período compreendido entre 1997 , quando da contratação do PROES , passando pela certificação profissional da Andima e ANBID até 2007 quando se consolidam ao mesmo tempo a inserção do BANRISUL como empresa participante do nível 1 de Governança Corporativa da BOVESPA e o IPO necessário à nova pulverização de suas ações no mercado de capitais.

Tal encadeamento pretende servir de base para estabelecer um modelo de mudança organizacional em que se considera tanto aspectos de natureza cognitiva quanto de ordenamento institucional.”

O trecho consta na página 1 de “Mudança e estratégia nas organizações: perspectivas cognitiva e institucional”, de Clóvis L. Machado da Silva, Valéria Silva da Fonseca e Bruno H. Rocha Fernandes. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2000. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“O pressuposto adotado em grande parte dos processos de mudança é o de que a transformação organizacional pode ser administrada, isto é, conduzida segundo as intenções e expectativas dos líderes formais. Tal pressuposto, característico de quem adota a postura voluntarista, pode obscurecer aspectos fundamentais ao entendimento de como se processa a mudança.

A transformação organizacional deve ser entendida além dos chamados processos planejados de mudança. De acordo com Kanter, Stein e Jick (1992), é necessário reconhecer três tipos de forças que podem provocar mudança: a relação entre as organizações e seus ambientes; o crescimento por meio de estágios do ciclo de vida; e o exercício da política, a constante luta pelo poder. Todos os três podem ocorrer à margem das intenções estratégicas e objetivos oficiais, obrigando a organização a se manter em contínuo movimento.

No estabelecimento de estratégias de mudança planejada interferem, ainda, fatores de natureza cognitiva. Os vieses cognitivos, a percepção do que se entende como ambiente concorrencial e, em sentido mais amplo, o próprio modo de interpretar a realidade, delimitado por valores e crenças compartilhados na organização, influem tanto na constatação da necessidade de mudança como no modo de conduzi-la.

O ambiente empresarial também exerce sua influência no processo de mudança. No entanto, o ambiente não deve ser considerado apenas sob a ótica da estrita racionalidade econômica: normas e regras institucionais compartilhadas são importantes à medida que definem para as organizações o que é considerado legítimo ou não.

A partir das breves considerações precedentes, a proposta neste trabalho é discutir a mudança estratégica em organizações com base na influência de fatores de natureza cognitiva e de natureza institucional. Assim é que se discute, em primeiro lugar, o conceito de estratégia organizacional. Apresenta-se, a seguir, a evolução dos estudos sobre o tema a partir da perspectiva cognitiva, dando-se ênfase à noção de esquemas interpretativos. Em terceiro lugar, analisa-se a mudança organizacional a partir da abordagem institucional. Finalmente, procura-se demonstrar o interrelacionamento entre esquemas interpretativos e contexto institucional de referência da organização. Tal encadeamento pretende servir de base para estabelecer um modelo de mudança organizacional em que se considera tanto aspectos de natureza cognitiva quanto de natureza institucional.”

Na página 18 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“A sobrevivência das organizações, na abordagem institucional, depende da capacidade de entendimento das regras, crenças, valores e interesses criados e consolidados num determinado contexto ambiental , social e cultural. A forma de interpretar estes aspectos, a fim de se posicionar frente às pressões isomórficas, são melhor explicadas pela presença dos esquemas interpretativos, definidos como “pressupostos resultantes da elaboração e arquivamento mental da percepção de objetos dispostos na realidade, que operam como quadros de referência, compartilhados e freqüentemente implícitos, de eventos e comportamentos apresentados pelos agentes organizacionais em diversas situações. Nesse sentido, os valores são padrões de preferências racionalizadas por um indivíduo e compartilhados por um grupo da organização, que influenciam as decisões, enquanto que as crenças são pressupostos subjacentes que fornecem aos atores organizacionais uma maneira de sentir o ambiente e a organização”.

O trecho consta na página 5 de “A abordagem institucional na administração: a produção científica brasileira entre 1993 e 2003”, de Alexandre Reis Rosa e Cláudia Coser. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“A sobrevivência das organizações, na abordagem institucional, depende da capacidade organizacional de entendimento das regras, crenças, valores e interesses criados e consolidados num determinado contexto ambiental. A forma de interpretar estes aspectos, a fim de se posicionar frente às pressões isomórficas, são melhor explicadas pela presença dos esquemas interpretativos, definidos como “pressupostos resultantes da elaboração e arquivamento mental da percepção de objetos dispostos na realidade, que operam como quadros de referência, compartilhados e freqüentemente implícitos, de eventos e comportamentos apresentados pelos agentes organizacionais em diversas situações. Nesse sentido, os valores são padrões de preferências racionalizadas por um indivíduo e compartilhados por um grupo da organização, que influenciam as decisões (MACHADO-DA-SILVA e FONSECA, 1993), enquanto que as crenças são pressupostos subjacentes que fornecem aos atores organizacionais uma maneira de sentir o ambiente e a organização (MACHADO-DA-SILVA, FONSECA e FERNANDES, 1999).”

Ainda na página 18 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Dependendo da natureza do negócio e da teia de constituintes que o embasam, pode-se detectar a existência de burocratas, técnicos e outros atores engajados em projetos e idéias que, para eles, fazem sentido e pelos quais lutam, mesmo que ainda não os tenham materializado, e às vezes, somente se configurando como uma mera agenda, cuja conformação e evolução está sujeita a códigos de conduta, a fontes de poder, ao compartilhamento de uma linguagem comum, a um ambiente propício à colaboração e a mecanismos de difusão da inovação tecnológica“.

O trecho consta na página 111 de “Origens e desenvolvimento institucional de um mestrado profissional”, de Kátia Valéria Araújo Melo e Rezilda Rodrigues Oliveira. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Dependendo da natureza do negócio e da teia de constituintes que o embasam, pode-se detectar a existência de burocratas, técnicos e outros atores engajados em projetos e idéias que, para eles, fazem sentido e pelos quais lutam, mesmo que ainda não os tenham materializado, e às vezes, somente se configurando como uma mera agenda, cuja conformação e evolução está sujeita a códigos de conduta, a fontes de poder, ao compartilhamento de uma linguagem comum, a um ambiente propício à colaboração e a mecanismos de difusão da inovação entre as comunidades ocupacionais com que se relacionam (PELLED, 2001; HOFFMAN, 2001).”

Na página 24 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Este ‘círculo’ econômico-político de perda de poder econômico engendrando uma relativa fragilização política da União, só pôde ser mantido às custas de uma especificidade do sistema político-partidário brasileiro: a de gerar representantes legislativos federais com interesses fortemente locais em seus estados de origem“.

O trecho consta na página 33 de “Bancos estaduais, ‘criação’ de moeda e ciclo político”, de Julieda Puig Pereira Paes, em 1996. Na dissertação de Decotelli, a obra não é citada na bibliografia. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Este ‘círculo’ econômico-político de perda de poder econômico engendrando uma relativa fragilização política da União, que por sua vez, reforça a fragilidade financeira, só pôde ser mantido às custas de uma especificidade do sistema político-partidário brasileiro: a de gerar representantes legislativos federais com interesses fortemente locais.”

Na página 17 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“A Abordagem Institucional, conforme Scott (1995), aproxima seu foco sobre as organizações, inicialmente com os estudos de Merton e Selznick, cientistas que sucederam aos trabalhos de Durkheim, Weber e Parsons, interessados na burocracia e burocratização, discutem processos dentro das organizações, como a orientação de ações em conformidade com regras e normas que interferem no alcance de propósitos estabelecidos.

As organizações com o tempo são transformadas em instituições, por serem sistemas sociais que possuem metas e procedimentos consolidados, tendo valores por trás de requerimentos técnicos, pois não são racionais como pretendem ser, mas veículos para incorporação de valores.

Pode-se afirmar que a Abordagem Institucional tem sido capaz de oferecer explicações aos processos atrelados ao que impera sobre as relações sociais e culturais, por preocupar-se com o que há de cristalizado na sociedade em destaque a instituição financeira BANRISUL no contexto do Estado do Rio Grande do Sul, em termos de valores, ações e padrões que são construídos e legitimados a partir das relações entre os diversos atores organizacionais.

Por esta razão, entre outras, é que o institucionalismo tem sido caracterizado “como o processo pelo qual organizações e procedimentos adquirem valor e estabilidade” (HUNTINGTON 1968, p. 12). Em ambientes institucionalizados, o comportamento é mais estável e previsível, podendo estar economicamente associado à redução de custos derivados das incertezas na relações entre os atores, o que sob a perspectiva sociológica, consiste numa realidade socialmente construída que acaba sendo aceita como verdade – take for granted – e possui legitimidade (BERGER e BERGER, 2002).

O conceito de instituição, dessa forma, constitui-se num dos mais importantes para a compreensão da abordagem organizacional. Meyer, Boli e Thomas (1994) visualizam as instituições como regras coletivas dando significado coletivo e valor a entidades particulares e atividades, integrando-as dentro de esquemas maiores. A institucionalização, para Meyer, Boli e Thomas (1994, p. 10) seria “o processo pelo qual um dado conjunto de unidades e padrões de atividade vem a ser normativa e cognitivamente possuído num local, e considerado como legítimo”.

A estabilidade nas e entre as organizações passa a ser uma das questões centrais da indagação dos institucionalistas (FACHIN e MENDONÇA, 2003). Neste sentido, a institucionalização é considerada um processo ligado a uma necessidade de sobrevivência, de reconhecimento e de adaptabilidade aos interesses que existem em seu ambiente de mercado , no contexto do BANRISUL, o mercado bancário brasileiro.

O trecho consta na página 2 de “A abordagem institucional na administração: a produção científica brasileira entre 1993 e 2003”, de Alexandre Reis Rosa e Cláudia Coser. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“A Abordagem Institucional, conforme Scott (1995), aproxima seu foco sobre as organizações, inicialmente com os estudos de Merton e Selznick, cientistas que sucederam aos trabalhos de Durkheim, Weber e Parsons. Merton (1957), interessados na burocracia e burocratização, discutem processos dentro das organizações, como a orientação de ações em conformidade com regras e normas que interferem no alcance de propósitos da organização (SCOTT, 1995). As organizações com o tempo são transformadas em instituições, por serem sistemas sociais que possuem metas e procedimentos estabelecidos, tendo valores por trás de requerimentos técnicos. Pois não são racionais como pretendem ser, mas veículos para incorporação de valores.

Pode-se afirmar que a Abordagem Institucional tem sido capaz de oferecer explicações aos processos atrelados ao que impera sobre as relações sociais, por preocupar-se com o que há de cristalizado na sociedade em termos de valores, ações, padrões que são construídos e legitimados a partir das relações entre os diversos atores organizacionais. Por esta razão, entre outras, que o institucionalismo tem sido caracterizado “como o processo pelo qual organizações e procedimentos adquirem valor e estabilidade” (HUNTINGTON 1968, p. 12). Em ambientes institucionalizados, o comportamento é mais estável e previsível, podendo estar economicamente associado à redução de custos derivados das incertezas na relações entre os atores, o que sob a perspectiva sociológica, consiste numa realidade socialmente construída que acaba sendo aceita como verdade – take for granted – e possui legitimidade (BERGER e BERGER, 2002).

O conceito de instituição, dessa forma, constitui-se num dos mais importantes para a compreensão da Abordagem Institucional. Meyer, Boli e Thomas (1994) visualizam as instituições como regras coletivas dando significado coletivo e valor a entidades particulares e atividades, integrando-as dentro de esquemas maiores. A institucionalização, para Meyer, Boli e Thomas (1994, p. 10) seria “o processo pelo qual um dado conjunto de unidades e padrões de atividade vem a ser normativa e cognitivamente possuído num local, e praticamente considerado como legítimo”.

A estabilidade nas e entre as organizações passa a ser uma das questões centrais da indagação dos institucionalistas (FACHIN e MENDONÇA, 2003). Neste sentido, a institucionalização é considerada um processo ligado a uma necessidade de sobrevivência, de reconhecimento e de adaptabilidade aos interesses que existem em seu ambiente (SELZNICK, 1971).”

Na página 18 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Há um conjunto de regras institucionalizadas na sociedade que conduzem as organizações a optarem por ações muitas vezes contrárias a critérios de eficiência, como forma de obter legitimidade que lhes aumente as oportunidades de sobrevivência (Meyer e Rowan, 1977). Dessa consideração resulta que a sobrevivência e o sucesso das organizações estão vinculados tanto à capacidade de adaptação às especificações ambientais técnicas impostas pelo mercado, como à conformação a fatores normativos de suporte e legitimidade contextual (Machado da Silva e Fonseca, 1994). Nessa perspectiva, o ambiente deve ser visto como dimensão em duas faces:

  • ambiente técnico, relacionado com as recompensas obtidas nas relações de troca de produtos e serviços produzidos pela organização, avaliados em termos de eficiência organizacional;
  • ambiente institucional, caracterizado pela necessidade de a organização conformar-se a regras socialmente constituídas, para obter com isso legitimidade e apoio (Scott, 1992).”

O trecho consta na página 3 de “Mudança ambiental e posicionamento estratégico em organizações: análise de três instituições de ensino superior”, de José Campos de Andrade Filho e Clóvis L. Machado da Silva. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2001. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Há um conjunto de regras institucionalizadas na sociedade que conduzem as organizações a optarem por ações, muitas vezes contrárias a critérios de eficiência, como forma de obter legitimidade, que lhes aumente as oportunidades de sobrevivência (Meyer e Rowan 1977). Dessa consideração resulta que a sobrevivência e o sucesso das organizações estão vinculados tanto à capacidade de adaptação às especificações ambientais técnicas como à conformação a fatores normativos de suporte e legitimidade contextual (Machado-da-Silva e Fonseca, 1994). Nessa perspectiva, o ambiente deve ser visto como dimensão com duas faces: a) ambiente técnico, relacionado com as recompensas obtidas nas relações de troca de bens e serviços produzidos pela organização, avaliados em termos de eficiência e eficácia organizacional; b) ambiente institucional, caracterizado pela necessidade da organização de conformar-se a regras socialmente constituídas, para obter com isso legitimidade e apoio contextual (Scott 1992).”

Na página 19 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“A correta compreensão do ambiente técnico e institucional nas organizações financeiras, requer a distinção entre os níveis de análise: local, regional, nacional e internacional, uma vez que os dirigentes definem suas ações de acordo com o contexto ambiental de referência, ou seja, o contexto que melhor se encaixe aos esquemas interpretativos.

A influência do contexto sobre as organizações se dá por meio do isomorfismo, que consiste na tendência de as organizações do mesmo nicho populacional e cultural se assemelharem umas às outras, quando submetidas ao mesmo conjunto de condições ambientais (DiMaggio e Powell 1983; Kanter, Stein e Jick, 1992). São três os tipos de mecanismos isomórficos:

  • mimético: caracteriza-se pela tendência de as organizações imitarem modelos de sucesso, quando submetidas a ambientes de incerteza e ambigüidade;
  •  normativo: decorre do processo de profissionalização, que conduz à formação de uma subcultura ocupacional, responsável pela criação de formas de interpretação e de atuação equivalentes, com o intuito de resolver problemas e atender a exigências organizacionais;
  • coercitivo: resulta de pressões formais e informais exercidas sobre uma organização por outras, das quais ela é dependente, ou, ainda, de expectativas culturais da sociedade.”

O trecho consta na página 3 de “Mudança ambiental e posicionamento estratégico em organizações: análise de três instituições de ensino superior”, de José Campos de Andrade Filho e Clóvis L. Machado da Silva. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2001. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“A correta compreensão dos ambientes técnico e institucional requer a distinção entre os níveis de análise local, regional, nacional e internacional, uma vez que os dirigentes definem suas ações de acordo com o contexto ambiental de referência, ou seja, o contexto que melhor se coaduna com os esquemas interpretativos dos dirigentes da organização (Machado da Silva, Fonseca e Fernandes, 1998).

A influência do contexto ambiental sobre as organizações se dá por meio do isomorfismo, que consiste na tendência de as organizações do mesmo nicho populacional se assemelharem à outras, quando submetidas ao mesmo conjunto de condições ambientais (DiMaggio e Powell 1983; Kanter, Stein e Jick, 1992). São três os tipos de mecanismos isomórficos: a) mimético: caracteriza-se pela tendência de as organizações imitarem modelos de sucesso, quando submetidas a ambientes de incerteza e ambigüidade; b) normativo: decorre do processo de profissionalização, que conduz à formação de uma subcultura ocupacional, responsável pela criação de formas de interpretação e de atuação equivalentes, com o intuito de resolver problemas e atender a exigências organizacionais; c) coercitivo: resulta de pressões formais e informais exercidas sobre uma organização por outras das quais ela é dependente, ou, ainda, de expectativas culturais da sociedade (DiMaggio e Powell, 1983; Machado-da-Silva e Fonseca, 1994).

Na página 20 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Os esquemas interpretativos consistem em um ‘conjunto de idéias, crenças e valores, elaborados pelo sistema cognitivo dos agentes organizacionais, a partir da percepção dos componentes da realidade, que operam como quadros de referência de eventos e comportamentos desencadeados em diversas situações’. Eles determinam a forma como os membros da organização conhecem e entendem o mundo organizacional.”

O trecho consta na página 4 de “Mudança ambiental e posicionamento estratégico em organizações: análise de três instituições de ensino superior”, de José Campos de Andrade Filho e Clóvis L. Machado da Silva. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2001. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Os esquemas interpretativos consistem em um “conjunto de idéias, crenças e valores, elaborados pelo sistema cognitivo dos agentes organizacionais, a partir da percepção dos componentes da realidade, que operam como quadros de referência de eventos e comportamentos desencadeados em diversas situações”. (Machado-da-Silva e Fonseca 1994, p. 79). Eles determinam a forma como os membros da organização reconhecem e entendem o mundo organizacional (Ranson, Hinings e Greenwood 1980).

Na página 20 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Como já supramencionado, o processo de adaptação estratégica organizacional tem sido discutido e explicado por diversos teóricos organizacionais. O questionamento central na recente discussão da adaptação estratégica organizacional é se ela deriva do aspecto gerencial ou ambiental.”

O trecho consta em “Teoria institucional e dependência de recursos na adaptação organizacional: uma visão complementar”, de Carlos Ricardo Rossetto; Adriana Marques Rossetto. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Como se descreveu, o processo de adaptação estratégica organizacional tem sido discutido e explicado por diversos teóricos organizacionais. O questionamento central na recente discussão da adaptação estratégica organizacional é se ela deriva do aspecto gerencial ou ambiental (ASTLEY; VAN DE VEN, 1983).”

Na página 20 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“A preocupação básica das organizações, partindo da visão determinista do ambiente, está no ajuste entre suas estruturas e processos e o ambiente. A visão contingencialista, ignora os processos pelos quais a adaptação organizacional ocorre (MILES, 1980). Para ela a função dos decisores está apenas em adequar as estruturas organizacionais às condições mutáveis do ambiente, desconsiderando os processos pelos quais eles fazem suas escolhas e as implantam.”

O trecho consta em “Teoria institucional e dependência de recursos na adaptação organizacional: uma visão complementar”, de Carlos Ricardo Rossetto; Adriana Marques Rossetto. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“A preocupação básica das organizações, partindo da visão determinista do ambiente, está no ajuste entre suas estruturas e processos e o ambiente (DILL, BURNS e STALKER, LAWRENCE e LORSCH e MORSE apud MILES, 1980). Grande parte das pesquisas feitas utilizando a visão contingencialista, ignora os processos pelos quais a adaptação organizacional ocorre (MILES, 1980). Para ela a função dos gerentes está apenas em adequar as estruturas organizacionais às condições mutáveis do ambiente, desconsiderando os processos pelos quais eles fazem suas escolhas e as implantam.”

Na página 20 da dissertação de Decotelli, ele escreveu:

“Nesta visão, a adaptação organizacional refere-se à habilidade dos administradores em reconhecer, interpretar e implementar estratégias, de acordo com as necessidades e mudanças percebidas no seu ambiente, de forma a assegurar suas vantagens competitivas. Como se pode notar, o estudo do processo de adaptação estratégica envolve as visões deterministas do ambiente organizacional e a voluntarista da escolha das estratégias pelos tomadores de decisão nas organizações.”

O trecho consta em “Teoria institucional e dependência de recursos na adaptação organizacional: uma visão complementar”, de Carlos Ricardo Rossetto; Adriana Marques Rossetto. Na dissertação de Decotelli, a obra é citada na bibliografia como um trabalho de 2005. Leia a íntegra aqui. Veja o trecho:

“Nesta visão, a adaptação organizacional refere-se à habilidade dos administradores em reconhecer, interpretar e implementar estratégias, de acordo com as necessidades e mudanças percebidas no seu ambiente, de forma a assegurar suas vantagens competitivas. Como se pode notar, o estudo do processo de adaptação estratégica envolve as visões deterministas do ambiente organizacional e a voluntarista da escolha das estratégias pelos tomadores de decisão nas organizações.”

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