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Política

Enem: Maia diz "não acreditar" em Weintraub e quer confirmação do Planalto

Projeto sobre adiamento obrigatório do exame seria analisado nesta 4ª. Apesar do anúncio do Inep, Maia não descarta incluí-lo na pauta

20/05/2020 16:21, atualizado 20/05/2020 17:09
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Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Enem: Maia diz “não acreditar” em Weintraub e quer confirmação do Planalto

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (20/05) que “não acredita” no ministro da Educação, Abraham Weitraub, sobre a decisão do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) de adiar a aplicação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) deste ano.

“Eu tinha combinado de votar duas urgências, uma das duas ainda não tem acordo com o governo e a outra era a urgência do Enem, da qual o presidente da República ficou de sinalizar ou não pelo adiamento”, assinalou Maia na abertura dos trabalhos no plenário.

Questionado por um parlamentar sobre a nota divulgada pelo MEC, o democrata, em tom de ironia, disse: “O ministro não… não posso acreditar neste ministro”. A fala do deputado foi respaldada por outros congressistas. Maia e líderes decidiram que retirariam a proposta legislativa da pauta – mas, se não houvesse confirmação do Palácio do Planalto, colocariam o projeto em votação.

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Na disputa pelas vagas na mesa que conduzirá os trabalhos estão o DEM de Rodrigo Maia e do Centrão de Arthur Lira
Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo
Rodrigo Maia recebeu parecer sobre Flordelis na residência oficial
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Na disputa pelas vagas na mesa que conduzirá os trabalhos estão o DEM de Rodrigo Maia e do Centrão de Arthur Lira
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Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo
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Presidente da Câmara criticou a articulação da base do governo

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Rodrigo Maia recebeu parecer sobre Flordelis na residência oficial
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Reprodução
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Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na terça-feira (19/05), o Senado aprovou o adiamento do exame para depois da conclusão do ano letivo, por 75 votos a 1. O único parlamentar contrário à mudança foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ),  filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta quarta (20/05), Weintraub também defendeu a medida e, nas redes sociais, sugeriu que o teste fosse postergado entre 30 e 60 dias.

O tema foi pleiteado pelos congressistas durante café entre Maia e Bolsonaro na última segunda-feira (18/05), no Planalto. Na ocasião, o presidente da Câmara dos Deputados informou ao chefe do Executivo que o adiamento era uma demanda da Casa. Segundo o democrata, o mandatário do país  havia se comprometido a analisar a questão.

Leia a nota do MEC:

Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.

Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio.