Em posse do ministro da Justiça, Bolsonaro diz que trocas são naturais

Presidente sinalizou mudanças nos comandos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, para “melhor adequar” o ministério

atualizado

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Isaac Amorim – Ascom/MJSP
Anderson Torres
1 de 1 Anderson Torres - Foto: Isaac Amorim – Ascom/MJSP

Na cerimônia de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, delegado Anderson Torres, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou que mudanças na pasta são “naturais” e visam aprimorar o trabalho do ministério.

Nesta terça-feira (6/4), o presidente deu aval ao novo titular da pasta para promover trocas nos comandos da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ainda não houve indicação dos substitutos.

“Eu quero te agradecer, Anderson, por ter aceitado o convite, que realmente é um desafio. Não é fácil e não é um ministério complicado, mas é um ministério que tem muita responsabilidade. Abaixo de você ali, diretamente subordinado entre outras, [está] a sua própria Polícia Federal”, iniciou o presidente.

“E também, ao nosso lado, a nossa irmã Polícia Rodoviária Federal. Que, até o momento, está com o Aggio e ele o conduz com muita galhardia. E é natural a mudança. E a gente sabe que você, todas as mudanças que efetuará no seu Ministério, é para melhor adequá-lo ao objetivo, ao qual você traçou. Você quer o Ministério da Justiça, o mais focado possível para o bem de todos em nosso país.”

Em seu discurso, Torres sublinhou que a justiça e a segurança pública “são a espinha dorsal da paz e da tranquilidade da nação, principalmente, quando se passa por uma crise sanitária mundial, como a que vivemos, e que impacta a economia e a qualidade de vida dos cidadãos”.

Segundo ele, “nesse momento, a força da segurança pública tem que se fazer presente, garantindo a todos um ir e vir sereno e pacífico”.

“Contem com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para dar essa tranquilidade ao povo brasileiro”, disse o novo ministro.

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Brasília (DF) - 06/04/2021 Novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, em discurso
Brasília (DF) - 06/04/2021 Solenidade de posse dos novos ministros do governo Bolsonaro
Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda
Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda
Brasília (DF) - 06/04/2021 Solenidade de posse dos novos ministros do governo Bolsonaro
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Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda
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Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda

Reprodução/Twitter Ricardo Barros
Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda
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Cerimônia de posse da ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda

Reprodução/Twitter Ricardo Barros

Rolando de Souza assumiu a chefia da PF em maio de 2020 em meio à crise decorrente da exoneração do então diretor Maurício Valeixo. Ele foi indicado por Alexandre Ramagem, impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de assumir o cargo.

A demissão culminou na saída do então ministro da Justiça Sergio Moro – que alegou, à época, que a troca seria uma tentativa do presidente Bolsonaro de interferir politicamente na corporação.

Nos bastidores, comenta-se que Torres e Rolando se dão bem e estreitaram relacionamento durante a passagem de Torres pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Os dois, porém, não pertencem ao mesmo grupo na PF.

Mudanças também na PRF

As mudanças não devem ficar restritas à PF. Nos bastidores, comenta-se que Anderson Torres deseja trocar também o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Eduardo Aggio.

Antes de assumir a PRF, em maio de 2020, Aggio era assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República. Apesar da intenção de substituição, ainda não houve a indicação de nome para o cargo.

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