Em posse do ministro da Justiça, Bolsonaro diz que trocas são naturais
Presidente sinalizou mudanças nos comandos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, para “melhor adequar” o ministério
atualizado
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Na cerimônia de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, delegado Anderson Torres, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou que mudanças na pasta são “naturais” e visam aprimorar o trabalho do ministério.
Nesta terça-feira (6/4), o presidente deu aval ao novo titular da pasta para promover trocas nos comandos da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ainda não houve indicação dos substitutos.
“Eu quero te agradecer, Anderson, por ter aceitado o convite, que realmente é um desafio. Não é fácil e não é um ministério complicado, mas é um ministério que tem muita responsabilidade. Abaixo de você ali, diretamente subordinado entre outras, [está] a sua própria Polícia Federal”, iniciou o presidente.
“E também, ao nosso lado, a nossa irmã Polícia Rodoviária Federal. Que, até o momento, está com o Aggio e ele o conduz com muita galhardia. E é natural a mudança. E a gente sabe que você, todas as mudanças que efetuará no seu Ministério, é para melhor adequá-lo ao objetivo, ao qual você traçou. Você quer o Ministério da Justiça, o mais focado possível para o bem de todos em nosso país.”
Em seu discurso, Torres sublinhou que a justiça e a segurança pública “são a espinha dorsal da paz e da tranquilidade da nação, principalmente, quando se passa por uma crise sanitária mundial, como a que vivemos, e que impacta a economia e a qualidade de vida dos cidadãos”.
Segundo ele, “nesse momento, a força da segurança pública tem que se fazer presente, garantindo a todos um ir e vir sereno e pacífico”.
“Contem com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para dar essa tranquilidade ao povo brasileiro”, disse o novo ministro.
Rolando de Souza assumiu a chefia da PF em maio de 2020 em meio à crise decorrente da exoneração do então diretor Maurício Valeixo. Ele foi indicado por Alexandre Ramagem, impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de assumir o cargo.
A demissão culminou na saída do então ministro da Justiça Sergio Moro – que alegou, à época, que a troca seria uma tentativa do presidente Bolsonaro de interferir politicamente na corporação.










