Em meio à polêmica com militares, Bolsonaro afirma que admira Olavo

Presidente usou sua conta oficial no Twitter para dizer que espera que o desentendimento entre o escritor e ala do governo vire a página

atualizado 07/05/2019 10:15

Michael Melo/Metrópoles

Em meio a um fogo cruzado entre a ala militar do governo e Olavo de Carvalho, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou as redes sociais para elogiar o escritor. “Continuo admirando o Olavo”, disse em conta oficial no Twitter nesta terça-feira (07/05/2019).

O presidente compartilhou um documento no qual diz ter chegado à Câmara em 1991 e a encontrou “tomada pela esquerda num clima hostil às Forças Armadas e contrários às nossas tradições judaico-cristã”. Segundo ele, algumas figuras se somaram à causa com o tempo, entre elas o guru do bolsonarismo.

“Olavo, sozinho, rapidamente tornou-se um ícone, verdadeiro fã para muitos. Seu trabalho contra a ideologia insana que matou milhões no mundo e retirou a liberdade de outras centenas de milhões é reconhecida (sic) por mim”, afirmou.

Sobre a troca de farpas entre a ala militar e o escritor, Bolsonaro afirmou que “quanto aos desentendimento ora públicos contra militares, aos quais devo minha formação e admiração, espero que seja uma página virada por ambas as partes”, finalizou.

Troca de farpas
Olavo de Carvalho é conhecido pelos ataques que faz nas redes sociais a diversas figuras da atual gestão, entre elas o vice-presidente Hamilton Mourão. Depois de ficar ausente por alguns dias, o escritor voltou a provocar os militares no Twitter.

Ele afirmou que o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, “fofoca e difama pelas costas”. Santos Cruz não deixou a ofensa passar e rebateu ao chamá-lo de “desocupado esquizofrênico”.

O ex-comandante do Exército e um dos nomes mais respeitados das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Bôas concedeu entrevista ao Estado nesta terça-feira (07/05/2019) e apontou que Olavo de Carvalho “passou do ponto” e “presta enorme desserviço ao país”.

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