Em live, Bolsonaro ignora crises no MEC e na Caixa Econômica Federal

Presidente não comentou acusações de assédio sexual envolvendo Pedro Guimarães nem investigação que tem como alvo ex-ministro Milton Ribeiro

atualizado 30/06/2022 19:57

Reprodução

Durante os 31 minutos da sua tradicional live semanal, o presidente Jair Bolsonaro (PL) silenciou sobre as recentes polêmicas reveladas dentro do seu governo.

Na transmissão, o mandatário da República criticou governadores do Nordeste por conta da redução do ICMS sobre combustíveis e falou sobre planos de um eventual segundo mandato: aumentar o número de licenças de armas de colecionador, atirador esportivo e/ou caçadores, os chamados CACs.

A live costuma durar entre 40 minutos e 1 hora, mas desta vez teve apenas 30 minutos. Nela, Bolsonaro não comentou as acusações de assédio sexual envolvendo Pedro Guimarães, que deixou o comando da Caixa após revelação do caso, nem a investigação que tem como alvo Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
Publicidade do parceiro Metrópoles 4
Publicidade do parceiro Metrópoles 5
0

Guimarães é acusado por um grupo de funcionárias da estatal de assédio sexual (leia mais abaixo). O caso foi revelado pela coluna do jornalista Rodrigo Rangel, do Metrópoles. Após a repercussão, ele escreveu uma carta negando as denúncias e pediu demissão da presidência da Caixa.

Para o lugar de Guimarães, Bolsonaro nomeou Daniella Marques para assumir o comando do banco público. Ela era secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e considerada o “braço direito” do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Já Milton Ribeiro é alvo de operação que apura suposto esquema de liberação de verbas do Ministério da Educação, mediante propina a pastores evangélicos. Ele chegou a ser preso, mas foi solto no dia seguinte. A investigação agora corre no Supremo Tribunal Federal.

Mudança de tom

Após o caso envolvendo o ex-ministro, Bolsonaro chegou a mudar o tom e admitir que há “casos isolados” de corrupção em seu governo, mas que a prática não chega a ser “endêmica”.

“Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo. Tem casos isolados, que pipocam, e a gente busca solução para isso”, afirmou.

A declaração marcou uma mudança no discurso do presidente, que, ao longo do governo, afirmou várias vezes que não havia corrupção na sua gestão.

Segundo o colunista Rodrigo Rangel, do Metrópoles, a prisão de Ribeiro fez com que o núcleo que trabalha pela reeleição de Bolsonaro revisse o slogan “sem corrupção”.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.

Mais lidas
Últimas notícias