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Prisão faz campanha de Bolsonaro rever slogan “sem corrupção”

A detenção de Milton Ribeiro foi a deixa para aliados do presidente insatisfeitos com peça eleitoral promoverem mudanças

atualizado 24/06/2022 16:12

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro já produziu um impacto político na campanha do presidente Jair Bolsonaro. Aliados que estavam insatisfeitos com o slogan exibido na propaganda partidária do PL, no início do mês, já convenceram a cúpula bolsonarista de que é preciso alterar urgentemente a mensagem exibida no rádio e na TV depois da operação da Polícia Federal contra um esquema de corrupção no MEC.

O slogan bolsonarista dizia: “Sem pandemia, sem corrupção e com Deus no coração, ninguém segura esse novo Brasil”. O mote foi duramente criticado por aliados por ser longo demais e destacar duas palavras negativas. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), responsável pela campanha do pai nas redes sociais, fez chacota da propaganda, que foi produzida pelo marqueteiro do PL, Duda Lima.

A peça recebeu aval do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), coordenador da campanha à reeleição, mas as críticas internas continuaram. Agora, com a prisão de um ex-ministro do governo por suspeita de corrupção — a ordem foi revogada por um desembargador, na segunda instância –, o filho 01 do presidente foi convencido de que o slogan serviria para alimentar os ataques dos adversários por causa do escândalo do MEC.

A ideia é retirar as palavras “corrupção” e “pandemia” e manter o caráter conservador e religioso da mensagem, como foi feito na vitoriosa campanha de 2018, com o “Deus acima todos”. Os estrategistas bolsonaristas pretendem ainda dar ênfase às ações do governo para tentar minimizar a crise econômica, como as investidas destinadas a conter os seguidos aumentos no preço dos combustíveis e os pagamentos do programa de distribuição de renda, o Auxílio Brasil.

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