Eduardo diz que vazamento de dados é criminoso e para “importunar”

Além do deputado federal, o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Educação e da Mulher foram alvo de hackers nessa segunda (01/06)

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atualizado 02/06/2020 15:31

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, nesta terça-feira (02/06), que o vazamento de dados pessoais, feito de forma criminosa pelo grupo de hackers Anonymous Brasil, tem o objetivo de “importunação”.

“A gente tá vendo que é um vazamento criminoso. Qual o objetivo disso aí? Ficar importunando, ficar recebendo ligação no celular, enfim, tem que trocar de número”, disse o deputado, após se reunir com o vice-presidente Hamilton Mourão para, segundo ele, tratar sobre a “conectividade da Amazônia”.

Mais cedo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, determinou à Polícia Federal (PF) que investigue o vazamento de dados. “As investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas”, assinalou André Mendonça.

Questionado se iria à Polícia Federal para depor sobre o vazamento, o deputado disse que pretende passar na corporação ainda nesta terça, para fazer um boletim de ocorrência e, se for o caso, deixar o celular alvo de invasão à disposição dos peritos.

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Eduardo teve os dados pessoais, como CPF e endereços, vazados na noite dessa segunda-feira (01/06) pelo grupo Anonymous Brasil. Trata-se de coletivo de hackers que ataca sites e, eventualmente, divulga criminosamente arquivos na internet.

Também foram alvo da ação o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), os ministros Abraham Weintraub (Educação) e Damares Alves (Mulher, da Família e Direitos Humanos), o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e outros políticos aliados do presidente.

Os dados foram publicados no Pastebin, serviço on-line que permite a colagem de trechos de documentos e códigos para acesso compartilhado.

Pouco mais de uma hora depois, no entanto, as páginas já não estavam mais acessíveis na plataforma.

O Twitter logo agiu e suspendeu a conta derivada do grupo central brasileiro de hackers. Mas a organização prometeu que vai tentar disponibilizar novamente as informações.

Nesta terça (02/06), o presidente Bolsonaro comentou o vazamento e disse que o ato foi uma “clara intimidação”. “Medidas legais estão em andamento, para que tais crimes não passem impunes”, disse.

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