Eduardo Cunha diz que apoiaria Bolsonaro se estivesse no poder

Ex-deputado disse que apoiaria o atual presidente para evitar a volta do PT. Os dois foram colegas na Câmara

atualizado

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Eduardo Cunha foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016.
1 de 1 Eduardo Cunha foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016. - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Cinco anos depois de ter o mandato cassado, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha afirmou que apoiaria o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para evitar a volta do PT ao poder.

“Quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele”, afirma o ex-presidente da Câmara, em entrevista por escrito ao jornal Folha de S.Paulo. “Se estivesse no poder, eu o apoiaria, com eventuais críticas pontuais, mas sempre estaria na posição oposta ao PT.”

Para Cunha, houve “sabotagem” ao governo por parte do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Bolsonaro “sofre uma perseguição implacável de quase a totalidade da mídia”.

Ele acredita que não haverá terceira via nas eleições de 2022 e disse ver um pleito polarizado novamente entre Bolsonaro e PT.

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Eduardo Cunha foi presidente da Câmara dos Deputados de fevereiro de 2015 até maio de 2016
Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi cassado em 2016
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Eduardo Cunha
Brasília(DF), 19/05/2016 - Cunha - Eduardo cunha depõe no conselho de ética da Câmara dos Deputados.
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Cunha lança, no próximo sábado (17/4), o livro “Tchau, Querida: O Diário do Impeachment”, no qual analisa o cenário político e o processo contra Dilma Rousseff (PT).

Cunha nega que a abertura do processo tenha sido uma retaliação a Dilma e descreve seu rompimento com a petista como uma reação ao que considera uma interferência do governo nas investigações contra ele.

“O governo queria me derrubar, pois achava que eu iria derrubá-lo”, declara. Integrantes da gestão petista negam interferência.

Temer e “Covid-14”

Na entrevista, o ex-deputado pelo MDB do Rio de Janeiro afirma que o então vice-presidente, Michel Temer (MDB), passou a trabalhar pelo afastamento da petista em agosto de 2015, mais de três meses antes da abertura do processo. O ex-presidente nega essa articulação.

“No momento em que Temer se viu sabotado na articulação política, ele decidiu atuar pelo impeachment, tanto que saiu da articulação como sinalização de que não estava mais alinhado com o governo. Nesse momento, o impeachment era o seu objetivo”, conta Cunha.

Segundo ele, a traição que houve foi da ex-presidente Dilma a seus eleitores e comparou sua reeleição à pandemia de Covid-19. “A meu ver, Dilma é quem traiu seus eleitores, assim como traiu todos os brasileiros com os seus crimes de responsabilidade. A reeleição de Dilma foi para o país o equivalente à pandemia. Foi a Covid-14.”

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