Doria e Bolsonaro são padrinhos que mais atrapalham candidatos em SP

Segundo Datafolha, não votariam em candidato do tucano 66%, do presidente, 62%, de Alckmin, 50%, e de Lula, 46%

atualizado

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Igo Estrela/ Metrópoles
Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, Ex-ministro da Infraestrutura do Brasil- Metrópoles
1 de 1 Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, Ex-ministro da Infraestrutura do Brasil- Metrópoles - Foto: Igo Estrela/ Metrópoles

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) são os padrinhos políticos mais pesados para o eleitorado de São Paulo. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada nessa quinta-feira (8/4), não votariam em um candidato indicado pelo tucano 66% dos paulistas, enquanto 62% não apoiariam um nome do chefe do Executivo federal.

Segundo o instituto, talvez votassem em um candidato de Doria 23% dos consultados, enquanto 8% dizem que aceitariam a indicação. No caso de Bolsonaro, o índice é de 18% para ambas as possibilidades.

O governador Rodrigo Garcia (PSDB), que assumiu a cadeira após renúncia de Doria para disputar o Palácio do Planalto, é o herdeiro do tucano. Já o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o indicado por Bolsonaro para a disputa.

Garcia, que assumiu o Palácio dos Bandeirantes da semana passada após a saída de Doria, tem indicado que não deverá usar na campanha o nome do tucano ou mesmo a relação com o PSDB, partido ao qual se filiou no ano passado.

Já Tarcísio nunca disputou uma eleição, tendo ocupado apenas cargos técnicos no governo federal, sendo alçado a ministro no início do governo Bolsonaro.

O Datafolha também avaliou a influência do ex-governador Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB para ser vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chapa presidencial do petista pelo PSB, e do próprio Lula. Alckmin apoia Márcio França (PSB), ex-governador de São Paulo, enquanto Lula patrocina o também petista Fernando Haddad, ex-prefeito da capital paulista.

PT e PSB, que caminham para uma aliança nas eleições de 2022, ainda estudam a união das candidaturas de França e Haddad.

Dos consultados pelo Datafolha, 50% dizem que não votariam de jeito nenhum em um nome apontado por Alckmin. Já 14% levariam a indicação do ex-tucano a escolher o candidato e 33% talvez votariam no indicado.

No caso do ex-presidente Lula, 46% dos ouvidos não votariam em um candidato indicado por ele, enquanto 24% afirmam que talvez apoiassem o apadrinhado. Votariam com certeza 27%.

A pesquisa sobre sucessão estadual em São Paulo foi feita nos dias 5 e 6 de abril com 1.806 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou menos e ele foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-03189/2022.

Os dados mostram Fernando Haddad na liderança da disputa pelo governo paulista, com 29% das intenções de voto. Márcio França fica em segundo com 20%. Tarcísio de Freitas alcança 10% e Rodrigo Garcia soma 6%.

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