Defesa pede transferência de Temer para “local adequado”

Segundo o advogado Eduardo Canelós, o alojamento do ex-presidente na PF em São Paulo tem grande circulação de pessoas

Daniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 10/05/2019 18:24

O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso nessa quinta-feira (09/05/2019), pode ser transferido ainda nesta sexta (10/05/2019) da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo para outro local, possivelmente de propriedade da Polícia Militar. As informações são da rádio CBN.

O motivo da movimentação do emedebista seria o fato de o prédio da PF não ter um local adequado para alojar um ex-chefe de Estado. O advogado do emedebista, Eduardo Canelós, explicou que os locais são “áreas de circulação de outras pessoas”.

Segundo a rádio, ainda não há definição se o pedido da defesa será atendido, tampouco de onde seria o novo local de detenção do ex-presidente.

Coronel Lima
A defesa de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo do ex-presidente, também entrou com pedido de habeas corpus (HC) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lima está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Acusações
Michel Temer se apresentou à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na tarde dessa quinta-feira (09/05/2019). A medida cumpriu determinação da juíza federal Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, depois que ele teve o habeas corpus revogado pela 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

A defesa de Temer ingressou com pedido de habeas corpus no STJ. A solicitação será apreciada na 6ª Turma da Corte e ficou sob a relatoria do ministro Antonio Saldanha Palheiro. O STJ decidiu, contudo, que a análise do HC só ocorrerá na próxima terça (14/05/2019), durante a sessão ordinária do colegiado, marcada para as 14h.

Nessa quarta-feira (08/05/2019), após saber que o TRF-2 entendeu que uma nova prisão era necessária para não haver interferências nas investigações sobre a construção da usina nuclear de Angra 3, Temer se disse surpreso, mas tranquilo. “Vou defender meus direitos até o fim”, garantiu.

No dia 21 de março, Temer foi preso pela primeira vez, em um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, mas conseguiu habeas corpus e foi liberado quatro dias depois. No processo, ele é apontado como líder de uma organização criminosa que montou um esquema para desviar dinheiro da obra da usina Angra 3, no Rio. Contando com esse caso, o ex-presidente é réu seis vezes.

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