Damares publica apoio a Bolsonaro: “Estamos firmes com o senhor”

Ministra dos Direitos Humanos foi ao Twitter assim Bolsonaro terminou seu discurso sobre a saída de Sergio Moro do governo

atualizado 24/04/2020 18:49

Damares Alves, ministra dos Direitos HumanosMichael Melo/Metrópoles

Pouco tempo depois do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre o pedido de demissão do agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro, quem saiu em defesa do chefe do Executivo foi Damares Alves, à frente da pasta de Direitos Humanos e Família. Damares, bem como todo o escalão da Esplanada, estava junto do presidente durante todo o discurso.

Como já é de costume, Damares usou o nome de Deus para defender seus posicionamentos. Mostrou apoio ao governo Bolsonaro e relembrou que há uma pandemia em curso no mundo. “Muita notícia boa para ser anunciada”, disse a ministra, otimista. O coronavírus já matou 3670 pessoas no Brasil desde o início da epidemia.

Bolsonaro foi a público após Sergio Moro anunciar sua saída do governo, denunciando uma série de intercorrências do número 1 da Esplanada na gestão da pasta a qual foi convidado para comandar ainda no fim de 2018, ano da eleição do então candidato da direita ao Palácio do Planalto.

Moro disse que Bolsonaro queria “relatórios” da PF e sai do governo. Em contrapartida, no discurso feito à tarde, Bolsonaro disse que Moro falou, mais de uma vez, que aceitaria tirar Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, desde que o indicasse ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Não é por aí”, teria dito o presidente.

Moro disse, também, durante a coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (24/04), que Bolsonaro tinha interesse em “colher relatórios de inteligência” da Polícia Federal. “Presidente queria alguém para ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência. Isso não é papel da Polícia Federal”, argumentou.

Durante o pronunciamento, o presidente sustentou que nunca pediu para Moro, ou para a Polícia Federal, que o “blindassem” de investigações.

“Nunca pedi para ele [Moro], para que a PF me blindasse onde quer que fosse”, disse o presidente. “O que eu quero é que ela [a PF] seja usada em sua plenitude.”

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