Damares nega 99 pedidos de anistia a vítimas da ditadura militar
Na primeira leva de análises de 2020, ministra rejeitou pedidos de defesa de ex-presos e perseguidos políticos
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, negou 99 pedidos de anistia. As portarias com o indeferimento foram publicadas nesta quarta-feira (25/03), no Diário Oficial da União (DOU). Esta é a primeira leva de análises de 2020.
Criada em 2001, a Comissão de Anistia é responsável pelas políticas de reparação e memória para as vítimas da ditadura militar no Brasil (1964-1985).
Foi criada para a defesa de ex-presos e perseguidos políticos, além da recuperação moral e econômica dos anistiados e a família, no caso daqueles que foram mortos e desaparecidos.
Desde o início da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mudanças na comissão são alvo de críticas de entidades de direitos humanos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs mais recentes portarias de indeferimento foram publicadas em 7 de janeiro. À época, 101 pedidos analisados pela Comissão Nacional de Anistia nas últimas sessões de 2019 foram negados.
De acordo com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em 2019 foram publicadas 2,7 mil portarias, sendo indeferidos mais de 2,3 mil pedidos de anistia.
Damares, ao assumir a chefia do órgão, defendeu uma auditoria dos pagamentos dos benefícios. Desde a criação, a comissão já pagou mais de R$ 10 bilhões em indenizações.



