CPI dá 24h para Conitec explicar retirada de parecer sobre kit Covid de votação

Pedido dos senadores decorre de requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

atualizado 07/10/2021 11:06

Coletiva de imprensa no Ministério da SaúdeHugo Barreto/Metropoles

A CPI da Covid-19 aprovou, nesta quinta-feira (7/10), requerimento de informação cobrando que a Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) dê explicações sobre o parecer do colegiado sobre uso de remédios do chamado “tratamento precoce”. Previsto para ser votado nesta manhã, o item foi tirado da pauta da reunião.

O pedido dos senadores decorre de requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O parlamentar também pede que a Conitec encaminhe as razões para o adiamento da votação, em especial diante das notícias de interferência política.

relatório, elaborado por técnicos da comissão, prevê que os medicamentos não devem ser usados para tratar pacientes com suspeita ou diagnóstico positivo de Covid, pois não há evidências científicas suficientes que justifiquem o uso dos fármacos.

O documento seria levado ao plenário da Conitec nesta quinta-feira e divulgado para audiência pública pelos próximos 10 dias.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, a votação foi cancelada à pedido do médico Carlos Carvalho, da Universidade de São Paulo (USP), relator da pauta na Conitec e coordenador do grupo que avalia a incorporação de tecnologias ao SUS.

A retirada do documento de pauta foi confirmada pelo Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, o cancelamento foi solicitado por Carlos Carvalho para que fossem incluídas novas evidências científicas no documento.

“O Ministério da Saúde informa que o coordenador do grupo de especialistas, que está elaborando as diretrizes do tratamento ambulatorial dos pacientes com Covid-19, solicitou que o relatório fosse retirado de pauta pela publicação de novas evidências científicas dos medicamentos em análise. O documento será aprimorado e vai ser pautado assim que finalizado”, informou o órgão federal.

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