Congresso não aprovará aumento de imposto, diz Rodrigo Maia

Presidente da Câmara classificou como "irresponsável" anúncio do ministro da Fazenda de alta de tributos para cobrir acordo com grevistas

atualizado 29/05/2018 14:52

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na chegada ao Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (29/5), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) foi categórico ao afirmar que a Casa não aprovará aumento de tributos para compensar a redução no preço do diesel.

“Não vai ter [aumento de imposto] porque isso aqui é uma democracia e ele [Guardia] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável, num momento de crise em que se está tentando debelar, diminuir a mobilização, tentar colocar o Brasil no eixo novamente, ele vem falar em aumento de imposto”, afirmou Maia.

O Congresso realiza nesta manhã uma Comissão Geral para debater os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis no País.

Marun contradiz ministro
Nessa segunda (28), logo após o anúncio feito por Guardia, o articulador do Planalto, Carlos Marun (MDB), negou, em coletiva realizada ao final da manhã dessa segunda (28), que o impacto nas contas públicas causado pela redução do preço do diesel será compensado com o aumento de impostos.

“Vai haver redução de benefícios para que esse valor seja compensado e disponibilizado à Petrobras para que haja uma diminuição de 46 centavos do preço do diesel na bomba. Essa é a determinação do presidente”, afirmou o secretário do governo.

Acordo
Na noite desse domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas por 60 dias e que Petrobras só irá reajustar os preços praticados a cada 30 dias.

“Fomos ao limite para reorganizar a situação. Não é o governo que estabelece o preço do petróleo; as commodities subiram no mundo inteiro e não temos condições fiscais de ir além disso. O mundo inteiro está pagando mais caro pelo petróleo. O governo não fará nenhum controle de política de preços. Isso é com a Petrobras”, reforçou o ministro da Fazenda.

As medidas foram anunciadas após sete dias de greve dos caminhoneiros – responsável por causar uma crise de abastecimento geral no país. Na manhã dessa segunda (28), foram registradas manifestações e paralisações em algumas rodovias federais.

 

 

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