Comando da CPI da Covid abre sala-cofre com documentos sigilosos

Colegiado já recebeu 300 documentos, sendo 100 deles sigilosos. Segundo relatoria, montante corresponde a 10% do solicitado

atualizado

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Cofre da Comissão
1 de 1 Cofre da Comissão - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O comando da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid abriu, nesta sexta-feira (28/5), a sala-cofre em que estão guardados os documentos sigilosos encaminhados ao colegiado em resposta aos requerimentos de senadores, cobrando informações e esclarecimentos.

Os documentos foram colhidos pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e pelo vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Os arquivos começaram a ser entregues ao colegiado em 4 de maio, data do depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

O último documento foi encaminhado ao colegiado nessa quinta-feira (27/5) após oitiva com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Ao todo, a CPI já obteve retorno de 580 requerimentos de informação. Do total, pelo menos 100 documentos têm caráter sigiloso, ou seja, sem acesso público. Os arquivos em questão são, em maioria, inquéritos investigativos, processos que correm em segredo de Justiça, além de contratos sigilosos entre farmacêuticas.

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Parlamentares da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues e Humberto Costa, visitam a sala cofre dos arquivos da comissão.
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Segundo o vice-presidente, apesar de parte dos documentos serem armazenados na sala-cofre, o maior conteúdo recebido se encontra digitalizado.

“O maior volume de informações e dados são digitalizados. O espaço de memória RAM disponível a essa CPI, era de 2 GB. Essa realidade é totalmente insuficiente. Só recebemos 10% dos documentos solicitados. Ainda tem muito mais”, completou.

300 GB

Na terça (25/5), o presidente Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a CPI da Covid é a que mais recebeu documentos no Senado Federal. Segundo o senador, a secretaria do colegiado já autuou 300 GB de documentos (100 HB de conteúdo sigiloso).

Ele comparou o montante recebido com a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) que, até então, era a com mais documentos arquivados, a CPMI das Fake News. Foram 5 GB colhidos pelo colegiado, que investiga uma rede de produção e propagação de notícias falsas.

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