“Polícia Legislativa não foi criada para patrulhar jornais”, diz Renan
A pedido de bolsonaristas, a Polícia do Senado abriu investigação contra o sociólogo Celso Rocha de Barros por artigo na Folha de S. Paulo
atualizado
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O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta sexta-feira (28/5), que a iniciativa da Polícia do Senado Federal de investigar jornalistas por emitir opinião é “ilegal” e “rebaixa a instituição e envergonha quem está comprometido com valores democráticos”.
O emedebista disse também que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), precisa desfazer o ato. “Polícia Legislativa não foi criada para patrulhar jornais”, escreveu.
Veja o post do senador:
A iniciativa da Polícia do Senado de investigar jornalista por emitir opinião é ilegal, rebaixa a instituição e envergonha quem está comprometido com valores democráticos. Polícia Legislativa não foi criada para patrulhar jornais. O presidente @rpsenador precisa desfazer o ato.
— Renan Calheiros (@renancalheiros) May 28, 2021
A pedido de senadores governistas, a Polícia do Senado abriu investigação contra o sociólogo Celso Rocha de Barros, colunista do jornal Folha de S. Paulo, por causa do artigo Consultório do Crime, publicado no dia 9 de maio.
Os pedidos foram feitos pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na CPI da Covid.
Ambos foram citados no artigo de Barros, que faz alusão ao Escritório do Crime, grupo de assassinos de aluguel que atua no Rio de Janeiro. O ex-policial Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro de 2020, fazia parte desse grupo.












