Reconvocação é para que Pazuello “não continue a delinquir”, diz Renan
O senador se referia ao episódio no Rio de Janeiro, em que o general foi flagrado discursando, sem máscara, no alto de um trio elétrico
atualizado
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O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta quinta-feira (27/5), que a reconvocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello é “para que ele não possa continuar a delinquir”.
O senador se refere ao episódio no Rio de Janeiro, em que o general foi flagrado discursando, sem máscara, no alto de um trio elétrico em ato pró-Bolsonaro.
“As decisões da CPI têm, além da averiguação e investigação, outros objetivos paralelos. Nós o estamos convocando para deixá-lo convocado, para que ele não possa continuar a delinquir. Não pode fazer essas loucuras como a que fez no Rio de Janeiro”, disse o relator a jornalistas antes de entrar para a sessão desta manhã, em que senadores ouvem o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.
Segundo o relator, Dimas Covas será mais um depoente a “iluminar” os bastidores do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Vai falar sobre os bastidores. Ele participou das negociações [com o governo federal]”, completou.
Além de Pazuello, a CPI da Covid aprovou a reconvocação do ministro da Saúde Marcelo Queiroga e a ida de nove governadores de estados investigados por supostos desvios de recursos federais no combate da crise sanitária à CPI.
Calheiros é contra a convocação de governadores por entender que a medida é “antirregimental“. “É muito difícil, precisamos convir, construir um acordo sobre um procedimento antirregimental. Não é regimental para uma Comissão Parlamentar de Inquérito [convocar governadores]”, afirmou o relator a jornalistas após a sessão deliberativa dessa quarta (26/5).
O senador é pai do governador de Alagoas, Renan Filho. O grau de parentesco entre o parlamentar e um possível investigado do colegiado, inclusive, ameaçou a indicação dele à relatoria da comissão.
