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Política

Com crise na economia mundial, Maia cobra seriedade e diálogo

Segundo ele, a situação do cenário econômico se deteriora rapidamente e o Brasil não vai escapar de sofrer as consequências da piora global

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A economia internacional, abalada pela epidemia de coronavírus e com a queda no valor do barril de petróleo em mais de 30%, levou o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), às redes sociais neste domingo (08/03) para alertar que o momento “exige seriedade e diálogo das lideranças do país”.

Segundo ele, a situação da economia mundial se deteriora rapidamente e o Brasil não vai escapar de sofrer as consequências da piora global.

Nos posts, Maia ressaltou que o Congresso Nacional “está pronto para avançar com as reformas necessárias capazes de restabelecer a confiança”.

Confira:

Petróleo
O petróleo do tipo Brent abriu o pregão desta segunda-feira (09/03) — ainda domingo no Brasil — em queda de mais de 30%. O movimento fez com que o preço do barril caísse para US$ 30, configurando a menor desvalorização desde a Guerra do Golfo, em 1991.

Especialistas avaliaram que o recuo se deu em razão da decisão da Arábia Saudita de aumentar a produção e oferecer descontos para tentar reverter a baixa procura provocada pelo medo do Covid-19.

Impactos
Na semana passada, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua previsão para o crescimento global em 2020 em 0,5 ponto porcentual, de 2,9% para 2,4%, de olho nos impactos econômicos do coronavírus. Este é o nível mais baixo desde 2009.

Para a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial pode ser até mesmo negativo no primeiro trimestre deste ano e cair para 1,5% em 2020, caso a epidemia se agrave.

“Os governos precisam agir com rapidez e força para superar o coronavírus e seu impacto econômico”, defende a OCDE. Para 2021, porém, a projeção de crescimento global foi elevada de 3,0% para 3,3%.