Com coronavírus, governo revisará projeção de crescimento em 2020

Secretário do Tesouro Nacional afirmou que o impacto que a doença terá na economia brasileira ainda está sob avaliação, mas prevê alteração

George Gianni

atualizado 16/03/2020 11:03

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou nesta quinta-feira (27/02/2020), que o impacto que o coronavírus pode ter na economia brasileira ainda está sendo avaliado. De acordo com ele, no entanto, a Secretaria de Política Econômica (SPE) deve rever a projeção de crescimento da economia neste ano, previsto para ser divulgado até 21 de março.

Em coletiva de imprensa, ele afirmou que a doença está “assustando todo mundo porque pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial”. Com base na projeção de crescimento é que o governo calcula o orçamento e define liberação ou contingenciamento de recursos.

Segundo o secretário, o vírus pode representar um problema no preço das commodities e nas cadeias produtivas da Ásia, levando a um crescimento desacelerado no mundo. “Temos que estar preparados”, admitiu ele.

Mansueto também comentou o impasse entre Congresso e Executivo quanto ao orçamento impositivo. Para ele, a medida “não é o fim do mundo”. “Tudo é uma questão de operacionalização e isso vai ser resolvido com um bom diálogo com o Congresso”, declarou.

Aprovado no ano passado pelo Congresso, o orçamento impositivo obriga que o governo federal aplique parte do orçamento nas emendas das bancadas estaduais e do Distrito Federal – anteriormente, apenas emendas individuais eram obrigatoriamente pagas. De qualquer forma, acrescentou, os recursos continuam passíveis de contingenciamento proporcional.

Para 2020, o bloqueio de verbas pode atingir um montante de cerca de R$ 100 bilhões, que compõem parte do orçamento discricionário, ou seja, aqueles gastos que não são obrigatórios. No total, passa pelo Congresso o manejamento de R$ 30 bilhões do orçamento deste ano.

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