Com 400 mil mortes por Covid-19, Bolsonaro faz live de 5ª feira
Marca foi atingida apenas 36 dias após país registrar 300 mil óbitos em decorrência da doença. Brasil acumula mais de 14 milhões de casos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou na noite desta quinta-feira (29/4) a sua semanal transmissão ao vivo nas redes sociais.
Veja como foi:
A live ocorreu no mesmo dia em que o país registrou a triste marca de 400 mil óbitos em decorrência da Covid-19. Além disso, já são mais de 14,5 milhões de casos da doença confirmados.
A marca é atingida apenas um mês após o país alcançar 300 mil óbitos devido à doença. Especialistas e técnicos do Ministério da Saúde já alertavam que abril seria o pior mês da pandemia do coronavírus.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVeja a série histórica:
- 17/03/2020: primeira morte por Covid-19 no Brasil;
- 08/08/2020: 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil;
- 07/01/2021: 200 mil mortes por Covid-19 no Brasil;
- 24/03/2021: 300 mil mortes por Covid-19 no Brasil;
- 29/04/2021: 400 mil mortes por Covid-19 no Brasil.
Colapso do sistema de saúde
O avanço rápido da Covid-19 coincide com o colapso do sistema de saúde registrado em vários estados do país.
Nas últimas semanas, faltaram leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e até medicamentos básicos usados na intubação de pacientes acometidos pela doença.
O governo do presidente Jair Bolsonaro tem sido apontado como um dos principais responsáveis pela tragédia sanitária.
O chefe do Executivo federal evitou o uso de máscaras e buscou se aglomerar diversas vezes, contrariando recomendações básicas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além disso, especialistas apontam um atraso na distribuição e aplicação da vacina contra a Covid-19.
Atualmente, apenas 14% dos brasileiros receberam a primeira dose de imunizante. Israel, Reino Unidos e Estados Unidos já vacinaram, respectivamente, 62%, 50% e 43% da população.
CPI
Na terça-feira (27/4), o Senado Federal instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia.
Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, além do atual comandante da pasta, o cardiologista Marcelo Queiroga, serão ouvidos na próxima semana.
A comissão também irá apurar a divulgação, pelo presidente Jair Bolsonaro, do “kit Covid”. Composto por cloroquina, hidroxicloroquina, invermectina e azitromicina, o conjunto de medicamentos faz parte do chamado tratamento precoce. Esses remédios não têm eficácia comprovada cientificamente contra a doença.



