Castello Branco aceita convite para assumir comando da Petrobras

O futuro governo deseja que o atual presidente da estatal, Ivan Monteiro, permaneça na gestão Bolsonaro

atualizado 19/11/2018 8:42

Marcos de Paula/AGENCIA ESTADO

Roberto Castello Branco aceitou o convite para assumir o comando da Petrobras. As informações são de uma fonte graduada da equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ao Estado de São Paulo.

Ex-diretor do Banco Central e da Vale, Castello Branco fazia parte do time de especialistas que Paulo Guedes reuniu durante a campanha a fim de debater a formulação de propostas econômicas para o então presidenciável.

O futuro governo deseja que o atual presidente da petroleira estatal, Ivan Monteiro, permaneça na gestão Bolsonaro. Há conversas para que ele assuma o comando do Banco do Brasil. Caso essa negociação se confirme, a administração da Caixa poderia ficar nas mãos de Rubem Novaes ou de Pedro Guimarães, explicou essa fonte, que tem conhecimento direto das tratativas.

Castello Branco é visto como homem de confiança de Guedes e seu nome já era cogitado para o posto. Mas, como o trabalho de Monteiro à frente da Petrobras era bem avaliado pelo futuro ministro da Economia, havia disposição para que ele seguisse no comando da estatal.

Monteiro mostrou-se, contudo, reticente em permanecer por mais um período na Petrobras. De acordo com relato feito à reportagem, ele argumentou a Guedes que o trabalho de reestruturação financeira já havia sido feito na companhia e descreveu o desgaste a que se submeteu nos últimos anos como empecilho para sua confirmação.

Para Guedes, o desenho ideal é ter Castello Branco na Petrobras e Monteiro, que fez carreira no Banco do Brasil, no comando da instituição financeira. Como Guedes, Castello Branco tem formação na Universidade de Chicago, onde concluiu seu pós-doutorado, e já vinha contribuindo com propostas para o programa do futuro governo na área de óleo e gás. Ex-presidente do IBMEC e professor da FGV, chegou a fazer parte do conselho da Petrobras durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

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