Carlos Bolsonaro diz que apresentará denúncia contra Omar Aziz

A acusação veio após a leitura do relatório final da CPI da Covid, que investigou ações e omissões do governo federal no combate à pandemia

atualizado 20/10/2021 22:25

Reprodução

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) usou as redes sociais, nesta quarta-feira (20/10), para dizer que vai apresentar uma denúncia contra o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), por suposto crime de prevaricação.

A acusação veio após a leitura do relatório final da comissão, que investigou ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. No texto final, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi acusado de incitação ao crime.

Segundo Carlos, Aziz não tomou medidas quando o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), teria “vazado” informações do inquérito sobre os atos antidemocráticos do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Apresentarei denúncia de prevaricação contra o presidente da CPI da Covid, ao não tomar providência de cometimento, em tese, de crime de vazamento de dados de inquérito sigiloso (atos antidemocráticos), cometido pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) (…) Apesar de oficiado por meus advogados e tomado ciência, senador Omar Aziz (PSD-AM), que é investido de poderes para oficiar MP, MPF entre outras autoridades, nada fez”, diz o post.

Denúncia contra Renan

Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), irmão de Carlos, disse que vai apresentar uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros. Segundo ele, o parlamentar alagoano cometeu, em tese, 20 crimes durante os trabalhos do colegiado.

Na lista das imputações penais citadas por Flávio, estão abuso de autoridade, vazamento de dados sigilosos, prevaricação com relação ao Consórcio Nordeste e até descumprimento da Lei de Segurança Nacional. Vale lembrar que o dispositivo foi revogado em setembro deste ano.

As declarações de Flávio foram dadas durante live, na qual ele chamou Renan de “vagabundo”. “Então, são 20 crimes cometidos pelo vagabundo do Renan Calheiros, que, em tese, podem ser investigados. Isso aqui vou juntar e encaminhar ao Ministério Público Federal”, disse o senador.

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