Bolsonaro visita Bia Kicis após tirá-la da vice-liderança do governo

Presidente anunciou que testou negativo para o coronavírus em novo exame e saiu de moto do Palácio da Alvorada

atualizado 25/07/2020 11:18

Bolsonaro passeia de moto pela cidadeRafaela Felicciano/Metrópoles

Após tirar a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do governo no Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi à casa da parlamentar, na manhã deste sábado (25/7), em Brasília.

Bolsonaro anunciou nas redes sociais neste sábado que o quarto exame feito por ele — desde que descobriu estar com Covid-19 — deu negativo para o novo coronavírus. “RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, postou.

Em seguida, Bolsonaro saiu de moto do Palácio da Alvorada sem falar com jornalistas ou apoiadores, como faz normalmente. Ele foi até uma concessionária e, de lá, seguiu para o Lago Norte, bairro nobre da capital onde mora Bia Kicis.

Questionado como se sentia após testar negativo, o presidente disse que não sentiu nada desde o começo. “Se não tivesse feito o teste, nem saberia que tinha contraído o vírus. É uma coisa que acontece”, afirmou.

Para ele, é hora de “cuidar dos mais idosos, de quem tem doença, e tocar a vida”. “O que não pode é o efeito de movimentos isolacionistas causando mais dano que o próprio vírus”, completou.

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Publicação no DOU

Desde a publicação no Diário Oficial da União (DOU) dessa quarta-feira (22/7), Bolsonaro não se manifestou sobre a retirada da deputada do cargo de vice-líder. O despacho do presidente não apresentou o motivo da retirada.

Bia Kicis, umas das principais aliadas de Bolsonaro, foi destituída da função no Congresso um dia após votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que financia salários de professores, reformas nas escolas e desenvolvimento da educação básica.

Inicialmente, o Executivo se mostrou contrário à proposta como foi apresentada, que aumentava a participação da União no fundo. Mas com a possibilidade da derrota, o presidente passou a adotar o discurso em favor da PEC.

 

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